Passageiros reclamam de sistema de transporte no Rio
Licitação diminuiu quantidade de vans que faziam linha entre as cidades da região metropolitana
RIO - O primeiro dia com as novas regras para o transporte alternativo intermunicipal no Rio de Janeiro começou com muitas reclamações e dúvidas de usuários. Mas o trânsito melhorou no centro da cidade, com a circulação de veículos mais tranquila e sem tumultos.
Os passageiros que utilizam as vans intermunicipais como meio de transporte já estão sentindo os efeitos das novas regras estabelecidas pelo governo estadual. Isso porque estão circulando somente 462 veículos, cujos motoristas atenderam a todos os requisitos da licitação. Eles operam em 50 linhas legais, que ligam os municípios aos terminais da Leopoldina, destinado a 281 vans, e da Central, onde podem parar 15. Segundo as normas da licitação, os veículos não podem embarcar ou desembarcar passageiros no meio do caminho.
Além da demora para conseguir uma vaga numa van, devido à redução no número de veículos em circulação, os passageiros reclamam principalmente dos novos pontos de parada no centro do Rio. Motoristas de vans que seguiam da Baixada Fluminense, de Niterói e de Alcântara não podem ir até a Central do Brasil. Com isso, para chegar à Central do Brasil, é preciso pegar outra condução e pagar mais uma passagem.
A farmacêutica Elizabeth Siamarela chegou às 6h30 na Estação da Leopoldina e esperou quase duas horas por uma van com destino a Xerém. Ela desaprovou o novo sistema. "Na Avenida Brasil está um caos e aqui falta van. Não quero nem imaginar como vai ser na volta para casa. Isto não vai dar certo." Elizabeth se queixou também da falta de estrutura na estação, que à noite é pouco iluminada.
O presidente do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro), Rogério Onofre, disse que as vans legais vão absorver 20% da demanda de passageiros das linhas de ônibus que fazem o mesmo percurso. Ele garantiu que os usuários não vão ser prejudicados com a redução do número de vans, pois as empresas de ônibus aumentaram a frota para absorver a demanda.
O Detro intensificou a fiscalização nesta quinta-feira, 10, para evitar a circulação de vans piratas e manifestações. Cerca de 140 fiscais, com o apoio das policias Civil e Militar, se posicionaram em vários pontos da região metropolitana do Rio. Na parte da manhã, quatro vans ilegais foram apreendidas. O Detro informou que a operação será mantida por tempo indeterminado. (Estadao)
terça-feira, 15 de setembro de 2009
SÓ ALEGRIA!
PraDESCONTRAIR
A bicha ascensorista
No primeiro dia de trabalho como ascensorista, a bicha estava toda feliz até que um sujeito entrou no elevador fumando charuto.
— Opa! Opa! Opa! — disse ela, enfática — Sinto informar que não é permitido fumar no elevador! Desse jeito eu não vou subir! Não vou, não vou, não vou!
— Olha aqui! — disse o fumante, impondo respeito — Não é a primeira vez que eu fumo nesse elevador e não vai ser uma bicha louca como você que vai me impedir! Entendeu?
— Olha, senhor... Eu me recuso a subir com o senhor fumando esse charuto fe-do-ren-to! Ou o senhor apaga ou eu não saio daqui! Hoje é meu primeiro dia de trabalho e eu não vou infringir as regras!
— Escuta aqui, florzinha! Se você não subir agora sabe onde eu vou enfiar esse charuto?
E a bichinha responde:
— Não adianta tentar me agradar, senhor... Regulamento é regulamento!
(Mais humor? INFOCASA: http://infocasa.blogspot.com )
A bicha ascensorista
No primeiro dia de trabalho como ascensorista, a bicha estava toda feliz até que um sujeito entrou no elevador fumando charuto.
— Opa! Opa! Opa! — disse ela, enfática — Sinto informar que não é permitido fumar no elevador! Desse jeito eu não vou subir! Não vou, não vou, não vou!
— Olha aqui! — disse o fumante, impondo respeito — Não é a primeira vez que eu fumo nesse elevador e não vai ser uma bicha louca como você que vai me impedir! Entendeu?
— Olha, senhor... Eu me recuso a subir com o senhor fumando esse charuto fe-do-ren-to! Ou o senhor apaga ou eu não saio daqui! Hoje é meu primeiro dia de trabalho e eu não vou infringir as regras!
— Escuta aqui, florzinha! Se você não subir agora sabe onde eu vou enfiar esse charuto?
E a bichinha responde:
— Não adianta tentar me agradar, senhor... Regulamento é regulamento!
(Mais humor? INFOCASA: http://infocasa.blogspot.com )
INFO: ABC
S.Bernardo finaliza plano de transporte neste ano
A prefeitura de São Bernardo finaliza até dezembro o PTU (Plano de Transporte Urbano) da cidade. O novo sistema será colocado em prática no início do próximo ano no sistema de transporte urbano da cidade. Entre as ações no Plano está a implantação da bilhetagem eletrônica, que futuramente possibilitará a integração tarifária entre as cidades da região por meio do Bilhete Único.
O PTU foi elaborado considerando as informações coletadas durante a pesquisa do sistema de transporte coletivo realizada no primeiro semestre deste ano. Todas as mudanças propostas foram estudadas visando atender as necessidades dos usuários do sistema e, depois de concluído, será apresentado para a população, que poderá opinar sobre a proposta. (REPORTER DIARIO)
A prefeitura de São Bernardo finaliza até dezembro o PTU (Plano de Transporte Urbano) da cidade. O novo sistema será colocado em prática no início do próximo ano no sistema de transporte urbano da cidade. Entre as ações no Plano está a implantação da bilhetagem eletrônica, que futuramente possibilitará a integração tarifária entre as cidades da região por meio do Bilhete Único.
O PTU foi elaborado considerando as informações coletadas durante a pesquisa do sistema de transporte coletivo realizada no primeiro semestre deste ano. Todas as mudanças propostas foram estudadas visando atender as necessidades dos usuários do sistema e, depois de concluído, será apresentado para a população, que poderá opinar sobre a proposta. (REPORTER DIARIO)
INFO: SP
Cooperativas de transporte são suspeitas de lavar grana de facção
A Polícia Civil realizou ontem apreensões de documentos em duas cooperativas de transporte coletivo alternativo de Taboão da Serra (Grande SP) suspeitas de usar dois vereadores da cidade para lavar parte do dinheiro obtido pela facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) com o tráfico de drogas.
Segundo a polícia, parte do dinheiro arrecadado com o tráfico em Paraisópolis, segunda maior favela de SP, na zona sul, pelo presidiário Francisco Antonio Cesário da Silva, 32 anos, o Piauí, é lavado na Coopertab (Cooperativa dos Motoristas Autônomos de Taboão). Segundo a polícia, Piauí usa José Valdevan de Jesus Santos, o Valdevan Noventa, vereador de Taboão pelo PV, para lavar o dinheiro do crime na Coopertab.
O vereador Santos admitiu conhecer Piauí, "dos tempos em que jogaram futebol", mas negou usar a Coopertab para ajudar o PCC. Ele também disse ter sido envolvido na investigação porque usa seu mandato para defender donos de micro-ônibus.
A outra cooperativa em que a polícia apreendeu documentos e computadores foi a Coopergente, suspeita de lavar dinheiro do tráfico comandado por Antonio Fernando Eloy, 43, o Nando, acusado de chefiar o PCC no extremo sul da região metropolitana. Nando é irmão do vereador José Luiz Eloi (PMDB), presidente da Câmara de Taboão da Serra.
O vereador é suspeito de repassar o dinheiro do crime para a Coopergente. "Isso não é verdade. O que existe é uma perseguição porque sou contra as mudanças no transporte", disse o vereador. Ele também disse ser mentira a acusação da polícia de que Nando é traficante. A Coopergente diz apoiar a ação da polícia para esclarecer o caso. A Coopertab não se manifestou. (Agora SP)
A Polícia Civil realizou ontem apreensões de documentos em duas cooperativas de transporte coletivo alternativo de Taboão da Serra (Grande SP) suspeitas de usar dois vereadores da cidade para lavar parte do dinheiro obtido pela facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) com o tráfico de drogas.
Segundo a polícia, parte do dinheiro arrecadado com o tráfico em Paraisópolis, segunda maior favela de SP, na zona sul, pelo presidiário Francisco Antonio Cesário da Silva, 32 anos, o Piauí, é lavado na Coopertab (Cooperativa dos Motoristas Autônomos de Taboão). Segundo a polícia, Piauí usa José Valdevan de Jesus Santos, o Valdevan Noventa, vereador de Taboão pelo PV, para lavar o dinheiro do crime na Coopertab.
O vereador Santos admitiu conhecer Piauí, "dos tempos em que jogaram futebol", mas negou usar a Coopertab para ajudar o PCC. Ele também disse ter sido envolvido na investigação porque usa seu mandato para defender donos de micro-ônibus.
A outra cooperativa em que a polícia apreendeu documentos e computadores foi a Coopergente, suspeita de lavar dinheiro do tráfico comandado por Antonio Fernando Eloy, 43, o Nando, acusado de chefiar o PCC no extremo sul da região metropolitana. Nando é irmão do vereador José Luiz Eloi (PMDB), presidente da Câmara de Taboão da Serra.
O vereador é suspeito de repassar o dinheiro do crime para a Coopergente. "Isso não é verdade. O que existe é uma perseguição porque sou contra as mudanças no transporte", disse o vereador. Ele também disse ser mentira a acusação da polícia de que Nando é traficante. A Coopergente diz apoiar a ação da polícia para esclarecer o caso. A Coopertab não se manifestou. (Agora SP)
sábado, 5 de setembro de 2009
INFO
Passageiros de ônibus devem ficar atentos à nova legislação
ANTT ainda não regulamentou oito artigos.
Passageiros reclamam de demora em serviços.
Do G1
Quem pretende viajar de ônibus no feriadão da Independência deve ficar atento. Está em vigor há 57 dias uma nova lei que mudou as regras para compra e venda de passagens. Mas a Agência Nacional de Transportes Terrestres ainda não regulamentou oito artigos.
Uma mudança que beneficia o passageiros é a regra para a remarcação da passagem. Não está prevista na nova lei o prazo de pelo menos três horas antes do embarque para a alteração ou a troca da passagem no guichê da empresa. Por isso, a Agência diz que até a regulação da nova lei, fica valendo a antiga.
Seu Alberto Mattos respeitou a antecedência de três horas, mas teve que esperar. “Eu levei um chá de cadeira até eles remarcarem a passagem, não foi como diz a lei”, disse.
A falta de regulamentação criou uma outra dúvida. Na hora do reembolso, as empresas atualmente cobram uma multa de 5% do valor da passagem. A nova lei fala apenas no desconto da comissão de venda, sem estipular o valor.
“Não reconhecemos esse agenciamento de passagem. Nós vamos fazer uma pesquisa investigar qual é esse custo pra estipular o valor que ela possa abater a titulo desse agenciamento” informou Bernardo Figueiredo, da ANTT.
E a nova restituição, que na legislação anterior poderia ser até imediata, na nova tem o prazo de até 30 dias. Atualmente a demora já causa reclamação. “Paguei e não me devolveram só daqui a um mês me devolveriam o dinheiro, eu paguei em dinheiro”, reclamou a pensionista Elvira Rattes.
A agência reconhece que precisa de pelo menos um mês para regulamentar a nova lei.
“Estimo que até o final de setembro a gente vai soltar a nova regulamentação mas o fato de não ter a nova regulamentação nova não tira do usuário nenhum dos direitos que a lei assegura”, completou Figueiredo.
ANTT ainda não regulamentou oito artigos.
Passageiros reclamam de demora em serviços.
Do G1
Quem pretende viajar de ônibus no feriadão da Independência deve ficar atento. Está em vigor há 57 dias uma nova lei que mudou as regras para compra e venda de passagens. Mas a Agência Nacional de Transportes Terrestres ainda não regulamentou oito artigos.
Uma mudança que beneficia o passageiros é a regra para a remarcação da passagem. Não está prevista na nova lei o prazo de pelo menos três horas antes do embarque para a alteração ou a troca da passagem no guichê da empresa. Por isso, a Agência diz que até a regulação da nova lei, fica valendo a antiga.
Seu Alberto Mattos respeitou a antecedência de três horas, mas teve que esperar. “Eu levei um chá de cadeira até eles remarcarem a passagem, não foi como diz a lei”, disse.
A falta de regulamentação criou uma outra dúvida. Na hora do reembolso, as empresas atualmente cobram uma multa de 5% do valor da passagem. A nova lei fala apenas no desconto da comissão de venda, sem estipular o valor.
“Não reconhecemos esse agenciamento de passagem. Nós vamos fazer uma pesquisa investigar qual é esse custo pra estipular o valor que ela possa abater a titulo desse agenciamento” informou Bernardo Figueiredo, da ANTT.
E a nova restituição, que na legislação anterior poderia ser até imediata, na nova tem o prazo de até 30 dias. Atualmente a demora já causa reclamação. “Paguei e não me devolveram só daqui a um mês me devolveriam o dinheiro, eu paguei em dinheiro”, reclamou a pensionista Elvira Rattes.
A agência reconhece que precisa de pelo menos um mês para regulamentar a nova lei.
“Estimo que até o final de setembro a gente vai soltar a nova regulamentação mas o fato de não ter a nova regulamentação nova não tira do usuário nenhum dos direitos que a lei assegura”, completou Figueiredo.
SÓ ALEGRIA
PraDESCONTRAIR
Raciocínio rápido
Um jovem estava fazendo um processo seletivo, o examinador o chamou para uma entrevista individual e disse:
— Neste teste é necessário ter raciocínio rápido.
— O que foi que o senhor disse?
— Que está dispensado! Por favor, chame o próximo quando sair.
(Mais conteúdo? INFOCASA http://infocasa.blogspot.com )
Raciocínio rápido
Um jovem estava fazendo um processo seletivo, o examinador o chamou para uma entrevista individual e disse:
— Neste teste é necessário ter raciocínio rápido.
— O que foi que o senhor disse?
— Que está dispensado! Por favor, chame o próximo quando sair.
(Mais conteúdo? INFOCASA http://infocasa.blogspot.com )
INFO
Ariverson Feltrin
Corredor do descaso
Inaugurado nos anos 1980, o corredor de ônibus ABD é um retrato escancarado de como o transporte coletivo é desprezado. Criado para operar exclusivamemte com trolebus, o ônibus elétrico sempre foi coadjuvante, nunca personagem principal. Concebido para ser integrado, ampliado, o corredor até hoje morre em Diadema, enquanto o prolongamento até o Brooklin, governo pós governo, continua inacabado. Arrisco um palpite: em 2010, perto da eleições que elegem governadores e presidente da República, o prolongamento sairá do papel. O transporte é um retrato do Brasil. Obras públicas, ainda que contribuam para o tripé conforto, redução de custos e sustentabilidade, em geral são pessimamente geridas. A obra mais cara é aquela que não termina. E o povo? Ora, o povo que se lasque!
Na rota de 3 bilhões
O sistema de ônibus urbano da capital paulista, um dos mais carregados do mundo, fechou os primeiros sete meses do ano com 1,638 bilhão de passageiros movimentados. Com a reação da atividade econômica é de se esperar que o ano de 2009 seja encerrado com um número próximo de 3 bilhões de passageiros transportados por uma frota em torno de 15 mil ônibus. (Ariverson Feltrin – Diário do Grande ABC)
Corredor do descaso
Inaugurado nos anos 1980, o corredor de ônibus ABD é um retrato escancarado de como o transporte coletivo é desprezado. Criado para operar exclusivamemte com trolebus, o ônibus elétrico sempre foi coadjuvante, nunca personagem principal. Concebido para ser integrado, ampliado, o corredor até hoje morre em Diadema, enquanto o prolongamento até o Brooklin, governo pós governo, continua inacabado. Arrisco um palpite: em 2010, perto da eleições que elegem governadores e presidente da República, o prolongamento sairá do papel. O transporte é um retrato do Brasil. Obras públicas, ainda que contribuam para o tripé conforto, redução de custos e sustentabilidade, em geral são pessimamente geridas. A obra mais cara é aquela que não termina. E o povo? Ora, o povo que se lasque!
Na rota de 3 bilhões
O sistema de ônibus urbano da capital paulista, um dos mais carregados do mundo, fechou os primeiros sete meses do ano com 1,638 bilhão de passageiros movimentados. Com a reação da atividade econômica é de se esperar que o ano de 2009 seja encerrado com um número próximo de 3 bilhões de passageiros transportados por uma frota em torno de 15 mil ônibus. (Ariverson Feltrin – Diário do Grande ABC)
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
INFO
Bilhete único será usado em compras
Luciana Lazarini do Agora
Os usuários de transporte público da capital e da Grande SP vão poder utilizar o bilhete único como cartão de crédito, que servirá para pagar não só a passagem de trem, de ônibus ou de metrô, mas, também, as compras no comércio.
Com o bilhete integrado, que vai substituir o sistema atual, o novo cartão poderá ser de débito e de crédito.
O sistema ainda depende de uma licitação de R$ 510 milhões. O resultado da concorrência sairá até o final do ano. Depois, a empresa terá dois anos para implantar um sistema de arrecadação centralizado, que deve entrar no ar somente em 2012.
Segundo a Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos, a empresa que vencer terá que garantir R$ 310 milhões para implantar e manter a tecnologia atualizada ao longo de 30 anos. Além disso, a prefeitura receberá R$ 200 milhões de indenização pelos gastos com a implantação do bilhete único.
Os novos cartões chegarão antes para o transporte público da capital, onde já feita a parceria entre o governo do Estado e a prefeitura.
Segundo a secretaria, o projeto poderá ser ampliado para as 39 cidades da região metropolitana desde que sejam feitas parcerias com as prefeituras. No transporte da capital, são 10 milhões de viagens por dia, segundo informações da SPTrans (empresa que gerencia o transporte municipal).
Os ajustes finais do edital, que deve ser publicado ainda em setembro, serão discutidos hoje, em uma audiência pública que deve reunir as empresas interessadas na disputa.
Ainda não está definido se cada cartão único terá uma conta bancária vinculada, pois essa operação será de responsabilidade da empresa vencedora, que poderá ser, por exemplo, um banco, uma administradora de cartão de crédito ou até mesmo uma administradora de benefícios (como vale alimentação, por exemplo).
Segundo a pasta, o perfil e a proposta da empresa serão importantes para definir quais opções o usuário do transporte terá com o novo cartão magnético. A ideia é que seja possível até fazer empréstimos usando o cartão.
Luciana Lazarini do Agora
Os usuários de transporte público da capital e da Grande SP vão poder utilizar o bilhete único como cartão de crédito, que servirá para pagar não só a passagem de trem, de ônibus ou de metrô, mas, também, as compras no comércio.
Com o bilhete integrado, que vai substituir o sistema atual, o novo cartão poderá ser de débito e de crédito.
O sistema ainda depende de uma licitação de R$ 510 milhões. O resultado da concorrência sairá até o final do ano. Depois, a empresa terá dois anos para implantar um sistema de arrecadação centralizado, que deve entrar no ar somente em 2012.
Segundo a Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos, a empresa que vencer terá que garantir R$ 310 milhões para implantar e manter a tecnologia atualizada ao longo de 30 anos. Além disso, a prefeitura receberá R$ 200 milhões de indenização pelos gastos com a implantação do bilhete único.
Os novos cartões chegarão antes para o transporte público da capital, onde já feita a parceria entre o governo do Estado e a prefeitura.
Segundo a secretaria, o projeto poderá ser ampliado para as 39 cidades da região metropolitana desde que sejam feitas parcerias com as prefeituras. No transporte da capital, são 10 milhões de viagens por dia, segundo informações da SPTrans (empresa que gerencia o transporte municipal).
Os ajustes finais do edital, que deve ser publicado ainda em setembro, serão discutidos hoje, em uma audiência pública que deve reunir as empresas interessadas na disputa.
Ainda não está definido se cada cartão único terá uma conta bancária vinculada, pois essa operação será de responsabilidade da empresa vencedora, que poderá ser, por exemplo, um banco, uma administradora de cartão de crédito ou até mesmo uma administradora de benefícios (como vale alimentação, por exemplo).
Segundo a pasta, o perfil e a proposta da empresa serão importantes para definir quais opções o usuário do transporte terá com o novo cartão magnético. A ideia é que seja possível até fazer empréstimos usando o cartão.
SÓ ALEGRIA
PraDESCONTRAIR
Na lata
A sogra vai visitar a filha e o genro. Ela toca a campainha, o genro abre a porta e diz, empolgado:
— Sogrinha! Há quanto tempo a senhora não aparece! Quanto tempo vai ficar conosco desta vez?
Querendo ser gentil, a sogra responde:
— Até vocês ficarem cansados de mim!
Então, o genro diz:
— Sério? Quer dizer que a senhora não vai nem tomar um cafezinho?
(Mais piadas? INFOCASA: http://infocasa.blogspot.com)
Na lata
A sogra vai visitar a filha e o genro. Ela toca a campainha, o genro abre a porta e diz, empolgado:
— Sogrinha! Há quanto tempo a senhora não aparece! Quanto tempo vai ficar conosco desta vez?
Querendo ser gentil, a sogra responde:
— Até vocês ficarem cansados de mim!
Então, o genro diz:
— Sério? Quer dizer que a senhora não vai nem tomar um cafezinho?
(Mais piadas? INFOCASA: http://infocasa.blogspot.com)
INFO
Liberada TV em tempo real em ônibus
Em 30 dias, Globo começará a testar transmissões ao vivo; Record entra na briga pelos 14 mil coletivos de SP
Diego Zanchetta
Uma portaria publicada sábado no Diário Oficial da Cidade autoriza as transmissões de mídia televisiva em tempo real dentro dos ônibus de São Paulo. O serviço já era testado há cerca de um mês, mas todo material veiculado tinha de ser enviado antes à São Paulo Transporte (SPTrans), empresa responsável por gerenciar os serviços de ônibus na capital.
Globo e Record querem transmitir suas programações nos 14 mil coletivos que circulam na cidade. Do conteúdo autorizado para publicidade, que inclui também peças impressas, 30% será destinado à grade de programação da mídia televisiva, com uso preferencial para mensagens de caráter institucional, de campanhas educativas e de utilidade pública promovidas pela Prefeitura. Em até 30 dias, a Globo deve começar a testar transmissões ao vivo de partes do Jornal Nacional e do Globo Esporte, além de apresentar um resumo dos capítulos anteriores das novelas.
As empresas também deverão disponibilizar à SPTrans, via link de internet, a programação diária veiculada em tempo real ou enviar com antecedência de cinco dias úteis qualquer tipo de material gravado. Apesar de o áudio ser proibido, a portaria do secretário municipal dos Transportes, Alexandre de Moraes, autoriza a empresa veiculadora a disponibilizar sistema de áudio com utilização de fone de ouvido, por meio de tecnologia bluetooth ou frequência modulada específica.
As transmissões de natureza político-partidária e que "atentem contra a moral, os bons costumes e a dignidade da família" estão vetadas. Propagandas de cervejas e cigarros também foram expressamente proibidas. A cada anúncio veiculado em um coletivo, as viações terão descontadas da remuneração transferida pela SPTrans um valor mensal equivalente a sete tarifas do transporte público, hoje a R$ 2,30 (R$ 16,10 por anúncio).
"As empresas responsáveis pela mídia eletrônica televisiva poderão transmitir sua programação de maneira offline e/ou online e o equipamento de recepção e armazenagem de dados poderá estar apto a receber, armazenar e exibir conteúdos em tempo real, por meio de tecnologia GPRS, 3G, Digital, dentre outras", informa a portaria. Cada coletivo poderá ter até quatro monitores, no caso dos ônibus biarticulados. A Rede Bandeirantes, em até 180 dias, também deve entrar com transmissão, nos 300 ônibus explorados pela TVO.
A portaria foi publicada uma semana após a SPTrans determinar a retirada do ar da transmissão da TV Globo, em teste em 25 coletivos. O veto veio depois que a Globo passou a veicular conteúdo que não havia sido analisado com antecedência pelos técnicos da SPTrans.
A Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal dos Transportes informou que as três empresas que detêm os direitos de transmissão nos ônibus são a Bus Media (300 ônibus, ligada à Globo), a TVO (500 ônibus, parceira da Rede Bandeirantes) e a BUS TV (100 ônibus). A pasta não acredita em guerra de audiência com a autorização de transmissões ao vivo. O secretário Alexandre de Moraes, titular dos Transportes e presidente da SPTrans, disse que não comentaria detalhes da portaria. (ESTADAO)
Em 30 dias, Globo começará a testar transmissões ao vivo; Record entra na briga pelos 14 mil coletivos de SP
Diego Zanchetta
Uma portaria publicada sábado no Diário Oficial da Cidade autoriza as transmissões de mídia televisiva em tempo real dentro dos ônibus de São Paulo. O serviço já era testado há cerca de um mês, mas todo material veiculado tinha de ser enviado antes à São Paulo Transporte (SPTrans), empresa responsável por gerenciar os serviços de ônibus na capital.
Globo e Record querem transmitir suas programações nos 14 mil coletivos que circulam na cidade. Do conteúdo autorizado para publicidade, que inclui também peças impressas, 30% será destinado à grade de programação da mídia televisiva, com uso preferencial para mensagens de caráter institucional, de campanhas educativas e de utilidade pública promovidas pela Prefeitura. Em até 30 dias, a Globo deve começar a testar transmissões ao vivo de partes do Jornal Nacional e do Globo Esporte, além de apresentar um resumo dos capítulos anteriores das novelas.
As empresas também deverão disponibilizar à SPTrans, via link de internet, a programação diária veiculada em tempo real ou enviar com antecedência de cinco dias úteis qualquer tipo de material gravado. Apesar de o áudio ser proibido, a portaria do secretário municipal dos Transportes, Alexandre de Moraes, autoriza a empresa veiculadora a disponibilizar sistema de áudio com utilização de fone de ouvido, por meio de tecnologia bluetooth ou frequência modulada específica.
As transmissões de natureza político-partidária e que "atentem contra a moral, os bons costumes e a dignidade da família" estão vetadas. Propagandas de cervejas e cigarros também foram expressamente proibidas. A cada anúncio veiculado em um coletivo, as viações terão descontadas da remuneração transferida pela SPTrans um valor mensal equivalente a sete tarifas do transporte público, hoje a R$ 2,30 (R$ 16,10 por anúncio).
"As empresas responsáveis pela mídia eletrônica televisiva poderão transmitir sua programação de maneira offline e/ou online e o equipamento de recepção e armazenagem de dados poderá estar apto a receber, armazenar e exibir conteúdos em tempo real, por meio de tecnologia GPRS, 3G, Digital, dentre outras", informa a portaria. Cada coletivo poderá ter até quatro monitores, no caso dos ônibus biarticulados. A Rede Bandeirantes, em até 180 dias, também deve entrar com transmissão, nos 300 ônibus explorados pela TVO.
A portaria foi publicada uma semana após a SPTrans determinar a retirada do ar da transmissão da TV Globo, em teste em 25 coletivos. O veto veio depois que a Globo passou a veicular conteúdo que não havia sido analisado com antecedência pelos técnicos da SPTrans.
A Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal dos Transportes informou que as três empresas que detêm os direitos de transmissão nos ônibus são a Bus Media (300 ônibus, ligada à Globo), a TVO (500 ônibus, parceira da Rede Bandeirantes) e a BUS TV (100 ônibus). A pasta não acredita em guerra de audiência com a autorização de transmissões ao vivo. O secretário Alexandre de Moraes, titular dos Transportes e presidente da SPTrans, disse que não comentaria detalhes da portaria. (ESTADAO)
segunda-feira, 27 de julho de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
INFO
Transporte coletivo: mais passageiros e menos ônibus
Os usuários de ônibus da capital estão mais apertados dentro dos coletivos e ficam mais tempo nos pontos à espera da condução. A frota de transporte público perdeu 270 veículos e ganhou 220mil passageiros neste ano, segundo a Folha de S.Paulo. Se for considerada apenas a parcela que depende das lotações, a situação é pior. No
último ano, o número de perueiros caiu 2,1%, e o de passageiros subiu 7,3%. Com menos veículos e mais passageiros, empresas de ônibus e perueiros faturam mais. Isso compensaria o congelamento da tarifa, que é de R$ 2,30 desde 2006. Metrô e trem tiveram reajustes anuais e o bilhete custa hoje R$ 2,55. A prefeitura alega que, apesar de haver menos veículos nas garagens, as empresas são obrigadas a cumprir um número mínimo de partidas diárias, sob pena de multa. O Ministério Público abriu investigação sobre o problema e há um blog para quem quiser fazer reclamações: www.onibus.blog.br. (DESTAK)
Os usuários de ônibus da capital estão mais apertados dentro dos coletivos e ficam mais tempo nos pontos à espera da condução. A frota de transporte público perdeu 270 veículos e ganhou 220mil passageiros neste ano, segundo a Folha de S.Paulo. Se for considerada apenas a parcela que depende das lotações, a situação é pior. No
último ano, o número de perueiros caiu 2,1%, e o de passageiros subiu 7,3%. Com menos veículos e mais passageiros, empresas de ônibus e perueiros faturam mais. Isso compensaria o congelamento da tarifa, que é de R$ 2,30 desde 2006. Metrô e trem tiveram reajustes anuais e o bilhete custa hoje R$ 2,55. A prefeitura alega que, apesar de haver menos veículos nas garagens, as empresas são obrigadas a cumprir um número mínimo de partidas diárias, sob pena de multa. O Ministério Público abriu investigação sobre o problema e há um blog para quem quiser fazer reclamações: www.onibus.blog.br. (DESTAK)
INFO
Fiscalização no RJ tira 68 ônibus de circulação
Sessenta e oito veículos que não apresentam condições de operar no transporte de passageiros por má conservação e falha na documentação foram apreendidos hoje, em uma operação dos Fiscais do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro), no Rio de Janeiro. A operação ocorreu nos terminais de vários municípios do Estado. A empresa com maior número de infrações foi a Rio Ita, com 11 veículos recolhidos à garagem.
Entre janeiro e junho de 2009, o Detro tirou de circulação 410 ônibus e aplicou 1.464 infrações nas empresas que operam a frota regular do transporte intermunicipal de passageiros. (Agência Estado)
Sessenta e oito veículos que não apresentam condições de operar no transporte de passageiros por má conservação e falha na documentação foram apreendidos hoje, em uma operação dos Fiscais do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro), no Rio de Janeiro. A operação ocorreu nos terminais de vários municípios do Estado. A empresa com maior número de infrações foi a Rio Ita, com 11 veículos recolhidos à garagem.
Entre janeiro e junho de 2009, o Detro tirou de circulação 410 ônibus e aplicou 1.464 infrações nas empresas que operam a frota regular do transporte intermunicipal de passageiros. (Agência Estado)
quinta-feira, 4 de junho de 2009
INFO
Promotor usa twitter e blog para apurar irregularidades em ônibus de SP
MP investiga denúncias de superlotação e atrasos em coletivos.
Prefeitura diz que maioria das reclamações é contra intervalos excessivos.
O promotor de Justiça Saad Mazloum criou um blog e um perfil no twitter para intensificar uma investigação sobre supostas irregularidades no sistema municipal de ônibus de São Paulo. Ele quer coletar denúncias de superlotação, intervalos excessivos, falta de higiene e outros problemas enfrentados por passageiros para analisar se a Prefeitura de São Paulo tem fiscalizado a eficiência do serviço oferecido e se as viações cumprem suas obrigações contratuais.
As denúncias virtuais podem ser feitas em comentários no blog, moderados pelo promotor, ou via mensagem no twitter. “Vai ser um inquérito bem colaborativo. As pessoas reclamam do transporte, mas não vejo cara, não vejo nome. Essas pessoas às vezes não têm a quem recorrer e preferem ficar queimando ônibus”, dsse Mazloum ao G1.
Inquérito online e colaborativo
Ele promete também disponibilizar no blog os documentos do inquérito civil público, aberto em fevereiro deste ano, a partir de uma denúncia do vendedor Moisés Jardim, de 32 anos. Depois de passar oito anos tendo que se espremer e enfrentar atrasos na linha 8594-10 (Praça Ramos de Azevedo—Cidade D´Abril), ele resolveu ir além das rotineiras reclamações à São Paulo Transporte (SPTrans), empresa municipal que planeja e fiscaliza o funcionamento dos ônibus. O órgão informou ao G1 que está à disposição da Promotoria e da Justiça para “todos os esclarecimentos que se fizerem necessários”.
Moisés protocolou uma carta no Ministério Público do Estado de São Paulo. Na denúncia, ele contou que nos horários de pico é difícil até embarcar nos coletivos pelo excesso de passageiros espremidos contra a porta. Segundo o vendedor, às vezes, os ônibus nem param no ponto pela falta de espaço para novos passageiros. “Normalmente viajamos espremidos sem poder sentar. A gente chega em casa com dor nos braços, nas pernas e bolsa amassada”, relatou Moisés ao G1, que depende da linha para ir e voltar ao trabalho.
A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da capital paulista começou a investigação para apurar por que os problemas se repetem rotineiramente, conforme alega o denunciante,na linha operada pela viação Santa Brígida. Na terça-feira (26), Mazloum ampliou o inquérito para todas as linhas em funcionamento na cidade. Agora o promotor quer mais avaliações dos usuários do sistema de ônibus para investigar.
“Vou exigir da prefeitura que adote providências pra melhorar essa situação. O sujeito pega ônibus superlotado todo dia, é maltratado, mas não reclama. Muitas vezes o usuário acha que não vai dar em nada”, declarou o promotor.
Fluxo diário de 5,6 milhões de passageiros
Investigar as irregularidades vai exigir grande esforço. Funcionam atualmente 1.333 linhas de ônibus municipais em uma frota de quase 15 mil veículos em São Paulo, por onde circulam cerca de 5,6 milhões de passageiros diariamente, segundo a SPTrans.
Os sinais de problemas no funcionamento se expressam nas reclamações feitas à prefeitura, ainda que nem todos insatisfeitos reclamem, seja por desconhecimento ou por comodismo. Em 2008, foram protocoladas 85.087 reclamações. Só neste ano, até o dia 12 de maio, foram recebidas 29.306 queixas de usuários insatisfeitos. Há 785 denúncias de superlotação no mesmo período de 2009 e 962 em 2008. Mas, a principal queixa é intervalo excessivo entre um veículo e outro: foram 6.829 em 2009, pelo balanço, e 6.858 em 2008.
A SPTrans responde às reclamações com fiscalizações nos alvos das denúncias. Se o problema for constatado pelos fiscais do órgão, o consórcio responsável pela linha criticada pode ser multado. Em 2008, foram aplicadas 105.281 multas, que geraram uma arrecadação de cerca de R$ 67 milhões ao município.
Uma polêmica a ser enfrentada pela investigação é a falta de um limite da Secretaria Municipal dos Transportes de São Paulo à quantidade de passageiros em pé por metro quadrado em um ônibus, o que permite às empresas agir como preferem. Só há uma proibição aos coletivos de circular com portas abertas. Isso possibilita que passageiros sejam “empacotados” dentro do ônibus.
Mesmo nos modelos de veículos maiores, como o ônibus bi-articulado com capacidade para até 190 passageiros, os passageiros viajam espremidos nas linhas superlotadas, porque sobra espaço para ficar em pé e falta poltrona.
O único limite, expresso na legislação brasileira, ao transporte irresponsável de passageiros é uma norma de segurança da Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT) de 2008, que regula exigências para fabricação de ônibus no Brasil. A norma, tornada obrigatória pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro) desde março de 2009, exige que fabricantes projetem ônibus urbanos para transportar no máximo seis passageiros em pé por metro quadrado. Segundo especialistas, o problema é que essa norma torna possível a produção de coletivos feitos para receber mais passageiros em pé do que o desejável pelos usuários.
Limite de passageiros em pé é inadequado, diz especialista
O professor Osmar Vicente Rodrigues, da Unesp, doutor em design de veículos, critica o limite brasileiro “generoso” às empresas e “problemático” para os passageiros. Por padrões ideais de segurança e eficiência, um ônibus precisa garantir a cada usuário em pé no mínimo uma área de 0,8 metro quadrado para ocupar, diz ele. “A pessoa precisa de 0,8 metro quadrado para movimentação. Se considerar 0,20 metro quadrado para cada um, não consegue se mexer, traz riscos”, afirmou Rodrigues ao G1.
Quem fica espremido no corredor de um ônibus está mais vulnerável no caso de um acidente. A urbanista Silvana Zioni, professora da Universidade Mackenzie e ex-coordenadora de projetos da SPTrans (1995-2000), destacou também, em entrevista ao G1, que a superlotação não pode ser somente encarada como um problema de conforto.
“A superlotação não pode ser entendida como uma mera reclamação de conforto. É um indicador de que o sistema operacional está ruim. Não pode ser normal o ônibus andar lotado, gera uma insegurança muito grande”, disse Silvana.
Para a urbanista, a solução exige uma série de ações operacionais. “Pode ampliar horário considerado de pico, aumentar número de ônibus, adaptar o itinerário à demanda e mudar o tipo de frota”, enumerou a especialista.
De acordo com o promotor Mazloum, aumentar a frota de ônibus, por exemplo, pode ser uma recomendação feita à prefeitura no inquérito. “O município tem que se adequar às exigências e às necessidades da população. O objetivo é que ele cumpra seu dever de fiscalização e que os problemas sejam contidos”, explicou.
A promotoria solicitou cópias dos contratos de concessão de todas as linhas de ônibus para apurar se exigências, como o número de veículos por horário e os intervalos entre as partidas, estão sendo cumpridas pelas empresas e fiscalizadas pela prefeitura.
“O inquérito pode checar a adequação dos contratos. Estamos pagando por uma coisa que não está cumprindo o desejado”, avaliou Silvana.
Tanto autoridades municipais como responsáveis pelas viações podem responder a processo por improbidade administrativa, segundo Mazloum, se forem comprovadas e reiteradas irregularidades durante a investigação. No caso da prefeitura podem ser processados responsáveis por uma eventual omissão na fiscalização dos ônibus. Já os responsáveis pelas empresas podem responder na Justiça se forem detectadas violações contratuais.
Canais de reclamações
Além do blog (www.onibus.blog.br) e do twitter (www.twitter.com/blogdoonibus), a promotoria também disponibilizou o e-mail cidadania@mp.sp.gov.br para denúncias de usuários de ônibus. Reclamações à prefeitura podem ser feitas pelo telefone 0800-7710118 e pelo site do SPTrans (www.sptrans.com.br).
(Fonte: Daniel Haidar Do G1, em São Paulo)
MP investiga denúncias de superlotação e atrasos em coletivos.
Prefeitura diz que maioria das reclamações é contra intervalos excessivos.
O promotor de Justiça Saad Mazloum criou um blog e um perfil no twitter para intensificar uma investigação sobre supostas irregularidades no sistema municipal de ônibus de São Paulo. Ele quer coletar denúncias de superlotação, intervalos excessivos, falta de higiene e outros problemas enfrentados por passageiros para analisar se a Prefeitura de São Paulo tem fiscalizado a eficiência do serviço oferecido e se as viações cumprem suas obrigações contratuais.
As denúncias virtuais podem ser feitas em comentários no blog, moderados pelo promotor, ou via mensagem no twitter. “Vai ser um inquérito bem colaborativo. As pessoas reclamam do transporte, mas não vejo cara, não vejo nome. Essas pessoas às vezes não têm a quem recorrer e preferem ficar queimando ônibus”, dsse Mazloum ao G1.
Inquérito online e colaborativo
Ele promete também disponibilizar no blog os documentos do inquérito civil público, aberto em fevereiro deste ano, a partir de uma denúncia do vendedor Moisés Jardim, de 32 anos. Depois de passar oito anos tendo que se espremer e enfrentar atrasos na linha 8594-10 (Praça Ramos de Azevedo—Cidade D´Abril), ele resolveu ir além das rotineiras reclamações à São Paulo Transporte (SPTrans), empresa municipal que planeja e fiscaliza o funcionamento dos ônibus. O órgão informou ao G1 que está à disposição da Promotoria e da Justiça para “todos os esclarecimentos que se fizerem necessários”.
Moisés protocolou uma carta no Ministério Público do Estado de São Paulo. Na denúncia, ele contou que nos horários de pico é difícil até embarcar nos coletivos pelo excesso de passageiros espremidos contra a porta. Segundo o vendedor, às vezes, os ônibus nem param no ponto pela falta de espaço para novos passageiros. “Normalmente viajamos espremidos sem poder sentar. A gente chega em casa com dor nos braços, nas pernas e bolsa amassada”, relatou Moisés ao G1, que depende da linha para ir e voltar ao trabalho.
A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da capital paulista começou a investigação para apurar por que os problemas se repetem rotineiramente, conforme alega o denunciante,na linha operada pela viação Santa Brígida. Na terça-feira (26), Mazloum ampliou o inquérito para todas as linhas em funcionamento na cidade. Agora o promotor quer mais avaliações dos usuários do sistema de ônibus para investigar.
“Vou exigir da prefeitura que adote providências pra melhorar essa situação. O sujeito pega ônibus superlotado todo dia, é maltratado, mas não reclama. Muitas vezes o usuário acha que não vai dar em nada”, declarou o promotor.
Fluxo diário de 5,6 milhões de passageiros
Investigar as irregularidades vai exigir grande esforço. Funcionam atualmente 1.333 linhas de ônibus municipais em uma frota de quase 15 mil veículos em São Paulo, por onde circulam cerca de 5,6 milhões de passageiros diariamente, segundo a SPTrans.
Os sinais de problemas no funcionamento se expressam nas reclamações feitas à prefeitura, ainda que nem todos insatisfeitos reclamem, seja por desconhecimento ou por comodismo. Em 2008, foram protocoladas 85.087 reclamações. Só neste ano, até o dia 12 de maio, foram recebidas 29.306 queixas de usuários insatisfeitos. Há 785 denúncias de superlotação no mesmo período de 2009 e 962 em 2008. Mas, a principal queixa é intervalo excessivo entre um veículo e outro: foram 6.829 em 2009, pelo balanço, e 6.858 em 2008.
A SPTrans responde às reclamações com fiscalizações nos alvos das denúncias. Se o problema for constatado pelos fiscais do órgão, o consórcio responsável pela linha criticada pode ser multado. Em 2008, foram aplicadas 105.281 multas, que geraram uma arrecadação de cerca de R$ 67 milhões ao município.
Uma polêmica a ser enfrentada pela investigação é a falta de um limite da Secretaria Municipal dos Transportes de São Paulo à quantidade de passageiros em pé por metro quadrado em um ônibus, o que permite às empresas agir como preferem. Só há uma proibição aos coletivos de circular com portas abertas. Isso possibilita que passageiros sejam “empacotados” dentro do ônibus.
Mesmo nos modelos de veículos maiores, como o ônibus bi-articulado com capacidade para até 190 passageiros, os passageiros viajam espremidos nas linhas superlotadas, porque sobra espaço para ficar em pé e falta poltrona.
O único limite, expresso na legislação brasileira, ao transporte irresponsável de passageiros é uma norma de segurança da Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT) de 2008, que regula exigências para fabricação de ônibus no Brasil. A norma, tornada obrigatória pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro) desde março de 2009, exige que fabricantes projetem ônibus urbanos para transportar no máximo seis passageiros em pé por metro quadrado. Segundo especialistas, o problema é que essa norma torna possível a produção de coletivos feitos para receber mais passageiros em pé do que o desejável pelos usuários.
Limite de passageiros em pé é inadequado, diz especialista
O professor Osmar Vicente Rodrigues, da Unesp, doutor em design de veículos, critica o limite brasileiro “generoso” às empresas e “problemático” para os passageiros. Por padrões ideais de segurança e eficiência, um ônibus precisa garantir a cada usuário em pé no mínimo uma área de 0,8 metro quadrado para ocupar, diz ele. “A pessoa precisa de 0,8 metro quadrado para movimentação. Se considerar 0,20 metro quadrado para cada um, não consegue se mexer, traz riscos”, afirmou Rodrigues ao G1.
Quem fica espremido no corredor de um ônibus está mais vulnerável no caso de um acidente. A urbanista Silvana Zioni, professora da Universidade Mackenzie e ex-coordenadora de projetos da SPTrans (1995-2000), destacou também, em entrevista ao G1, que a superlotação não pode ser somente encarada como um problema de conforto.
“A superlotação não pode ser entendida como uma mera reclamação de conforto. É um indicador de que o sistema operacional está ruim. Não pode ser normal o ônibus andar lotado, gera uma insegurança muito grande”, disse Silvana.
Para a urbanista, a solução exige uma série de ações operacionais. “Pode ampliar horário considerado de pico, aumentar número de ônibus, adaptar o itinerário à demanda e mudar o tipo de frota”, enumerou a especialista.
De acordo com o promotor Mazloum, aumentar a frota de ônibus, por exemplo, pode ser uma recomendação feita à prefeitura no inquérito. “O município tem que se adequar às exigências e às necessidades da população. O objetivo é que ele cumpra seu dever de fiscalização e que os problemas sejam contidos”, explicou.
A promotoria solicitou cópias dos contratos de concessão de todas as linhas de ônibus para apurar se exigências, como o número de veículos por horário e os intervalos entre as partidas, estão sendo cumpridas pelas empresas e fiscalizadas pela prefeitura.
“O inquérito pode checar a adequação dos contratos. Estamos pagando por uma coisa que não está cumprindo o desejado”, avaliou Silvana.
Tanto autoridades municipais como responsáveis pelas viações podem responder a processo por improbidade administrativa, segundo Mazloum, se forem comprovadas e reiteradas irregularidades durante a investigação. No caso da prefeitura podem ser processados responsáveis por uma eventual omissão na fiscalização dos ônibus. Já os responsáveis pelas empresas podem responder na Justiça se forem detectadas violações contratuais.
Canais de reclamações
Além do blog (www.onibus.blog.br) e do twitter (www.twitter.com/blogdoonibus), a promotoria também disponibilizou o e-mail cidadania@mp.sp.gov.br para denúncias de usuários de ônibus. Reclamações à prefeitura podem ser feitas pelo telefone 0800-7710118 e pelo site do SPTrans (www.sptrans.com.br).
(Fonte: Daniel Haidar Do G1, em São Paulo)
INFO
Prefeitura licitará sistema de integração do bilhete eletrônico
SANTO ANDRÉ - Em reunião ontem entre o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e a prefeitura de São Paulo ficou decidida a criação da Secretaria de Articulação Metropolitana. "A secretaria servirá como uma interface entre o município com a região metropolitana", o Secretário de Assuntos Metropolitanos de São Paulo, Jorge Tadeu Mudalen.
O secretário também afirmou que em meados de agosto a prefeitura da capital vai entrar com o processo de licitação dos sistemas de integração da bilhetagem eletrônica. "Cabe a cada prefeitura decidir se vai se integrar ao sistema ou não. Deverão acontecer reuniões internas do Consórcio para discutir essa questão."
O Sistema de integração da bilhetagem seria como um sistema único de arrecadação e no qual um único cartão serviria para passagens no metrô, trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e ônibus municipais.
Sobre uma maneira de integrar também o sistema tarifário, Jorge Mudalen foi mais enfático e afirmou que esse é um plano a longo prazo: "São Paulo tem tarifa congelada, as prefeituras do ABC têm que trabalhar no sentido de ajeitar as tarifas com eles aqui", finalizou.
Na reunião ficou decido que cada cidade vai ter seu próprio técnico, que passará a ser uma ponte entre a prefeitura e a capital, sendo responsável pela condução dos pleitos municipais. (NTU)
SANTO ANDRÉ - Em reunião ontem entre o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e a prefeitura de São Paulo ficou decidida a criação da Secretaria de Articulação Metropolitana. "A secretaria servirá como uma interface entre o município com a região metropolitana", o Secretário de Assuntos Metropolitanos de São Paulo, Jorge Tadeu Mudalen.
O secretário também afirmou que em meados de agosto a prefeitura da capital vai entrar com o processo de licitação dos sistemas de integração da bilhetagem eletrônica. "Cabe a cada prefeitura decidir se vai se integrar ao sistema ou não. Deverão acontecer reuniões internas do Consórcio para discutir essa questão."
O Sistema de integração da bilhetagem seria como um sistema único de arrecadação e no qual um único cartão serviria para passagens no metrô, trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e ônibus municipais.
Sobre uma maneira de integrar também o sistema tarifário, Jorge Mudalen foi mais enfático e afirmou que esse é um plano a longo prazo: "São Paulo tem tarifa congelada, as prefeituras do ABC têm que trabalhar no sentido de ajeitar as tarifas com eles aqui", finalizou.
Na reunião ficou decido que cada cidade vai ter seu próprio técnico, que passará a ser uma ponte entre a prefeitura e a capital, sendo responsável pela condução dos pleitos municipais. (NTU)
INFO
EMTU pesquisa a qualidade das linhas
Uma pesquisa da EMTU Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos aponta as piores linhas intermunicipais das principais regiões metropolitanas do Estado. Oito dessas piores linhas estão na grande São Paulo.
A EMTU disse que usa as informações dessa pesquisa para fazer mudanças nas linhas. O problema é que as melhorias podem levar até três meses.
O SPTV mostra que basta acompanhar o dia a dia dos passageiros para ver que a EMTU tem muito a fazer.
É o mesmo ponto e o mesmo horário com as mesmas reclamações. “Eu pego o ônibus lotado todos os dias”, reclamou a cozinheira Alessandra Franco.
Entrar em alguns ônibus é uma tarefa difícil. O professor de inglês Augusto de Oliveira tentou, mas não conseguiu. “É assim toda manhã. A gente que sofre. A gente é tratado como gado. Isso não é uma vez. É todo dia. Como fica meu emprego?”, questionou.
A alternativa foi pegar um ônibus de outra linha, que dá mais volta e ainda deixa o professor longe do trabalho.
A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos catalogou as reclamações dos passageiros que usam as linhas intermunicipais. Vinte e três foram apontadas como as piores.
Oito são da grande são paulo, duas ligam o Embu à capital, as outras saem de Guarulhos, Juquitiba, Cotia, Embú-Guaçu, Carapicuíba e Itapecerica da Serra e segue para São Paulo.
“A maior reclamação é quanto à lotação. A EMTU, diante dessa informação, pega a equipe de fiscais que vai a campo fazer o que a gente chama de diagnóstico. Diante da confirmação daquela informação inicial, a gente adota algumas ações”, esclareceu Júlio de Freitas, presidente da EMTU.
É preciso mesmo porque na volta para casa o cenário da manhã se repete.
Às 6hs, há fila para entrar no ônibus que faz a linha 395, que liga São Judas a Itapecerica da Serra.
“A gente, se tirar o pé do lugar, não consegue colocar no lugar de novo. Fica muito cheio mesmo”, falou Raimundo de Jesus, operário.
Pelo caminho, o ônibus só enche. Em poucos quilômetros, é esta a situação. No fim do dia, cansados depois do trabalho, os passageiros, que precisam voltar para Itapecerica da Serra, encontram o ônibus lotado. A volta para casa leva cerca de duas horas. Dentro do veículo, fica evidente que não existe conforto.
As modificações nessas linhas ainda vão demorar um pouco. “O processo é de mais ou menos três meses, entre ouvir o cliente e ter a ação propriamente dita”, esclareceu presidente da EMTU.
Será que são necessários mesmo três meses para fazer as mudanças nas linhas? A EMTU informou que 60 agentes de fiscalização das regiões metropolitanas de São Paulo, da Baixada Santista e de Campinas estão verificando, pessoalmente, os problemas relatados pelos passageiros e que os resultados aparecerão na pesquisa do ano que vem.
sptv
Uma pesquisa da EMTU Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos aponta as piores linhas intermunicipais das principais regiões metropolitanas do Estado. Oito dessas piores linhas estão na grande São Paulo.
A EMTU disse que usa as informações dessa pesquisa para fazer mudanças nas linhas. O problema é que as melhorias podem levar até três meses.
O SPTV mostra que basta acompanhar o dia a dia dos passageiros para ver que a EMTU tem muito a fazer.
É o mesmo ponto e o mesmo horário com as mesmas reclamações. “Eu pego o ônibus lotado todos os dias”, reclamou a cozinheira Alessandra Franco.
Entrar em alguns ônibus é uma tarefa difícil. O professor de inglês Augusto de Oliveira tentou, mas não conseguiu. “É assim toda manhã. A gente que sofre. A gente é tratado como gado. Isso não é uma vez. É todo dia. Como fica meu emprego?”, questionou.
A alternativa foi pegar um ônibus de outra linha, que dá mais volta e ainda deixa o professor longe do trabalho.
A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos catalogou as reclamações dos passageiros que usam as linhas intermunicipais. Vinte e três foram apontadas como as piores.
Oito são da grande são paulo, duas ligam o Embu à capital, as outras saem de Guarulhos, Juquitiba, Cotia, Embú-Guaçu, Carapicuíba e Itapecerica da Serra e segue para São Paulo.
“A maior reclamação é quanto à lotação. A EMTU, diante dessa informação, pega a equipe de fiscais que vai a campo fazer o que a gente chama de diagnóstico. Diante da confirmação daquela informação inicial, a gente adota algumas ações”, esclareceu Júlio de Freitas, presidente da EMTU.
É preciso mesmo porque na volta para casa o cenário da manhã se repete.
Às 6hs, há fila para entrar no ônibus que faz a linha 395, que liga São Judas a Itapecerica da Serra.
“A gente, se tirar o pé do lugar, não consegue colocar no lugar de novo. Fica muito cheio mesmo”, falou Raimundo de Jesus, operário.
Pelo caminho, o ônibus só enche. Em poucos quilômetros, é esta a situação. No fim do dia, cansados depois do trabalho, os passageiros, que precisam voltar para Itapecerica da Serra, encontram o ônibus lotado. A volta para casa leva cerca de duas horas. Dentro do veículo, fica evidente que não existe conforto.
As modificações nessas linhas ainda vão demorar um pouco. “O processo é de mais ou menos três meses, entre ouvir o cliente e ter a ação propriamente dita”, esclareceu presidente da EMTU.
Será que são necessários mesmo três meses para fazer as mudanças nas linhas? A EMTU informou que 60 agentes de fiscalização das regiões metropolitanas de São Paulo, da Baixada Santista e de Campinas estão verificando, pessoalmente, os problemas relatados pelos passageiros e que os resultados aparecerão na pesquisa do ano que vem.
sptv
terça-feira, 26 de maio de 2009
sexta-feira, 1 de maio de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009
INFO
SP tem receita recorde, mas mantém subsídio
Secretário fala em reajustar a passagem em 1.º de janeiro, mas aceita agora pagar 7% a mais para viações
A venda de passagens de ônibus e de peruas, incluindo as recargas de créditos do BILHETE ÚNICO e os vales-transporte comprados por empresas, geraram no primeiro trimestre uma arrecadação recorde à São Paulo transporte (SPTrans). E o valor repassado dos subsídios - o pago às empresas pelas gratuidades - aumentou: foram repassados este ano R$ 208 milhões às dez viações da capital até o dia 12; no mesmo período de 2008, foram R$ 148 milhões.
Questionado sobre a tarifa, o secretário de transportes, Alexandre de Moraes, afirmou ontem na Câmara que já está definida a data do reajuste - desde novembro de 2006 não há aumento. "A tarifa a R$ 2,30 tem validade até o dia 31 de dezembro. No dia 1º de janeiro, haverá o aumento", respondeu aos vereadores, sem adiantar valor.
Na avaliação de técnicos da SPTrans, o aumento nas vendas de créditos e os R$ 600 milhões em subsídios previstos para o ano devem segurar a tarifa a 2,30. O governo também ofereceu às empresas de ônibus a possibilidade de 7% de reajuste sobre o valor médio pago por passageiro transportado, que hoje varia de R$ 1,60 a R$ 1,65. Se o acréscimo for ratificado, as empresas devem receber R$ 300 milhões a mais pelas 2,850 bilhões de viagens previstas.
A venda recorde de créditos pela SPTrans ocorreu entre janeiro e março, num total de R$ 649.993,381, quase R$ 133 milhões a mais do que o obtido no mesmo período do ano passado. Mesmo com a demanda de passageiros inalterada, o crescimento nas vendas foi de 20,73%, em comparação com o primeiro trimestre de 2008, quando foram obtidos R$ 516.977.056. Segundo Moraes, isso ocorreu por três motivos: o combate às fraudes dentro das cooperativas, sazonalidade (o carnaval em fevereiro represou demanda para março) e a restrição ao uso do BILHETE ÚNICO sem crédito, que coibiu as antigas fraudes. "Tivemos um aumento das catracadas, mas não da demanda (do número de passageiros)", afirmou.
Só em março deste ano, a SPTrans obteve R$ 248,16 milhões em vendas de créditos, o maior volume da história da conta sistema. No mesmo mês do ano passado, porém, a arrecadação foi de R$ 180,66 milhões. A diferença entre os dois meses ilustra a mudança que entrou em vigor no dia 29 de março de 2008, quando o usuário passou a ser obrigado a fazer uma recarga mínima de quatro tarifas após os créditos do seu bilhete esgotarem. A demanda do sistema, contudo, se manteve na média de 215 milhões de viagens por mês. "O governo criou um sistema para permitir pagar a conta do empresário de ônibus à vista. Hoje, quando o usuário compra créditos que ele só vai usar no fim do mês, o dinheiro já está na conta da SPTrans e pode ser repassado às viações. Com isso o governo tem muito mais fluxo de caixa", observou Luis Antonio Festino, diretor do Sindicato dos Motoristas e Cobradores, entidade que está em campanha salarial. Os motoristas, por isso, pedem reajuste de 6% a partir de 1º de maio.
ATRASO
Procurado, o Sindicato Patronal das Viações (SPUrbannus) argumentou que o acréscimo de R$ 130 milhões na venda de créditos da SPTrans não significou aumento de repasses para os empresários. A entidade diz que as viações ainda estão recebendo créditos referentes aos meses de novembro e de dezembro. Na conta sistema do governo municipal, ainda não estão disponíveis os dados fechados com os repasses para os empresários em todo o trimestre.
Francisco de Mola Neto, o China, principal líder dos perueiros em São Paulo, considera que os R$ 600 milhões em subsídios serão insuficientes para a manutenção da tarifa. Sobre o aumento na arrecadação da SPTrans com venda de bilhetes, o líder dos perueiros disse que o combate às fraudes obrigou as cooperativas a comprarem mais créditos. "Era de 20% o volume de fraudes que imaginávamos no sistema. E foi esse o crescimento da venda de créditos com a instalação das câmeras dentro dos carros." (O ESTADO DE S. PAULO)
Secretário fala em reajustar a passagem em 1.º de janeiro, mas aceita agora pagar 7% a mais para viações
A venda de passagens de ônibus e de peruas, incluindo as recargas de créditos do BILHETE ÚNICO e os vales-transporte comprados por empresas, geraram no primeiro trimestre uma arrecadação recorde à São Paulo transporte (SPTrans). E o valor repassado dos subsídios - o pago às empresas pelas gratuidades - aumentou: foram repassados este ano R$ 208 milhões às dez viações da capital até o dia 12; no mesmo período de 2008, foram R$ 148 milhões.
Questionado sobre a tarifa, o secretário de transportes, Alexandre de Moraes, afirmou ontem na Câmara que já está definida a data do reajuste - desde novembro de 2006 não há aumento. "A tarifa a R$ 2,30 tem validade até o dia 31 de dezembro. No dia 1º de janeiro, haverá o aumento", respondeu aos vereadores, sem adiantar valor.
Na avaliação de técnicos da SPTrans, o aumento nas vendas de créditos e os R$ 600 milhões em subsídios previstos para o ano devem segurar a tarifa a 2,30. O governo também ofereceu às empresas de ônibus a possibilidade de 7% de reajuste sobre o valor médio pago por passageiro transportado, que hoje varia de R$ 1,60 a R$ 1,65. Se o acréscimo for ratificado, as empresas devem receber R$ 300 milhões a mais pelas 2,850 bilhões de viagens previstas.
A venda recorde de créditos pela SPTrans ocorreu entre janeiro e março, num total de R$ 649.993,381, quase R$ 133 milhões a mais do que o obtido no mesmo período do ano passado. Mesmo com a demanda de passageiros inalterada, o crescimento nas vendas foi de 20,73%, em comparação com o primeiro trimestre de 2008, quando foram obtidos R$ 516.977.056. Segundo Moraes, isso ocorreu por três motivos: o combate às fraudes dentro das cooperativas, sazonalidade (o carnaval em fevereiro represou demanda para março) e a restrição ao uso do BILHETE ÚNICO sem crédito, que coibiu as antigas fraudes. "Tivemos um aumento das catracadas, mas não da demanda (do número de passageiros)", afirmou.
Só em março deste ano, a SPTrans obteve R$ 248,16 milhões em vendas de créditos, o maior volume da história da conta sistema. No mesmo mês do ano passado, porém, a arrecadação foi de R$ 180,66 milhões. A diferença entre os dois meses ilustra a mudança que entrou em vigor no dia 29 de março de 2008, quando o usuário passou a ser obrigado a fazer uma recarga mínima de quatro tarifas após os créditos do seu bilhete esgotarem. A demanda do sistema, contudo, se manteve na média de 215 milhões de viagens por mês. "O governo criou um sistema para permitir pagar a conta do empresário de ônibus à vista. Hoje, quando o usuário compra créditos que ele só vai usar no fim do mês, o dinheiro já está na conta da SPTrans e pode ser repassado às viações. Com isso o governo tem muito mais fluxo de caixa", observou Luis Antonio Festino, diretor do Sindicato dos Motoristas e Cobradores, entidade que está em campanha salarial. Os motoristas, por isso, pedem reajuste de 6% a partir de 1º de maio.
ATRASO
Procurado, o Sindicato Patronal das Viações (SPUrbannus) argumentou que o acréscimo de R$ 130 milhões na venda de créditos da SPTrans não significou aumento de repasses para os empresários. A entidade diz que as viações ainda estão recebendo créditos referentes aos meses de novembro e de dezembro. Na conta sistema do governo municipal, ainda não estão disponíveis os dados fechados com os repasses para os empresários em todo o trimestre.
Francisco de Mola Neto, o China, principal líder dos perueiros em São Paulo, considera que os R$ 600 milhões em subsídios serão insuficientes para a manutenção da tarifa. Sobre o aumento na arrecadação da SPTrans com venda de bilhetes, o líder dos perueiros disse que o combate às fraudes obrigou as cooperativas a comprarem mais créditos. "Era de 20% o volume de fraudes que imaginávamos no sistema. E foi esse o crescimento da venda de créditos com a instalação das câmeras dentro dos carros." (O ESTADO DE S. PAULO)
quinta-feira, 23 de abril de 2009
INFO
No retorno não há baldeações
Dentro do Terminal VP não existem linhas de conexão para Vila Zelina e Vila Alpina Atraídos pela propaganda oficial da Prefeitura que mostra o ganho de tempo durante o trajeto do Expresso Tiradentes entre o Terminal Vila Prudente e o Terminal Parque Dom Pedro, na região central, alguns passageiros resolveram deixar os seus carros na garagem e experimentar o novo trecho do transporte público, inaugurado em março deste ano. No sentido bairro-centro sobram elogios, pois o tempo da viagem pelo corredor até o ponto final dura pouco mais de 10 minutos, enquanto pelo trólebus o tempo consumido até o centro chegava a 30 minutos. No retorno, porém, nem tudo corre as mil maravilhas. As principais queixas recaem sobre a falta de linhas que deveriam se conectar dentro do Terminal Vila Prudente com os veículos do corredor expresso.
Uma das passageiras novatas foi a arquiteta e urbanista Alice Juzumas, moradora de Vila Zelina que, no fim de março, decidiu experimentar o novo corredor. “Tentei fazer uso do sistema de integração entre o Expresso Tiradentes e o ônibus do Terminal Vila Prudente e não consegui. Simplesmente não existe uma linha de ônibus que saia do Terminal Vila Prudente e que passe pelos bairros Vila Zelina e Vila Alpina. Todos os ônibus que saem de lá vão para o mesmo lado da Avenida Anhaia Mello”, relata a arquiteta.
De acordo com Alice, é preciso implantar uma linha que saia do Terminal Vila Prudente e passe pela Avenida Zelina, Rua das Giestas e Rua Costa Barros. “Como é possível haver um terminal de ônibus ao lado de nossas casas e não podermos usufruir dele?”, comenta. “Quando reclamei com o fiscal, este respondeu que eu era nova e poderia andar até o ponto fora do terminal [Avenida Paes de Barros] para fazer a baldeação. Um absurdo”.
FALTA PLANEJAMENTO
Não é preciso, porém, criar novas linhas, já que elas existem. Até janeiro de 2007, a linha Metrô Tatuapé/Jardim Guiaracá, que passa na Avenida Zelina, ingressava no Terminal Vila Prudente, nos dois sentidos. Em junho também de 2007, a linha Metrô Bresser/Vila Alpina, que passa na Rua Giestas e na Rua Costa Barros, deixou de entrar no terminal no sentido centro-bairro. Naquela época, essas medidas polêmicas foram alvo de matérias do PAULISTANO, que encaminhou as reclamações para a SPTrans, mas até hoje não recebeu retorno.
Informações colhidas dentro do terminal com funcionários davam conta de que a medida era para dar maior rapidez às linhas e que foram baseadas em reclamações de passageiros da linha Vila Alpina/Bresser. Mas existe até quem aponte aquelas decisões como radicais e fora de propósito. “Às vezes penso que essas deliberações partem de gabinetes e quem as toma nunca precisou de ônibus para se locomover pela cidade”, critica o estudante de Direito, Anderson H. Conrado. “Por que não alternam um veículo ingressando no terminal e outro passando direto? Não agradaria as duas partes?”.
A arquiteta e urbanista concorda que falta planejamento e pesquisa na área de transporte. “Com a chegada do Metrô em Vila Prudente, a demanda pelo transporte público na região vai aumentar bastante, e essa grande falha na malha viária deixará muita gente na mão”, declara. “É preciso um estudo para não termos ônibus correndo num só sentido pela Avenida Anhaia Mello”.
SPTRANS NO SILÊNCIO
O PAULISTANO encaminhou a reclamação à Assessoria de Imprensa da SPTrans na última terça-feira, dia 14, mas como já se tornou hábito deste órgão que gerencia o transporte público municipal, predominou o silêncio até a conclusão desta edição.
(O Paulistano)
Dentro do Terminal VP não existem linhas de conexão para Vila Zelina e Vila Alpina Atraídos pela propaganda oficial da Prefeitura que mostra o ganho de tempo durante o trajeto do Expresso Tiradentes entre o Terminal Vila Prudente e o Terminal Parque Dom Pedro, na região central, alguns passageiros resolveram deixar os seus carros na garagem e experimentar o novo trecho do transporte público, inaugurado em março deste ano. No sentido bairro-centro sobram elogios, pois o tempo da viagem pelo corredor até o ponto final dura pouco mais de 10 minutos, enquanto pelo trólebus o tempo consumido até o centro chegava a 30 minutos. No retorno, porém, nem tudo corre as mil maravilhas. As principais queixas recaem sobre a falta de linhas que deveriam se conectar dentro do Terminal Vila Prudente com os veículos do corredor expresso.
Uma das passageiras novatas foi a arquiteta e urbanista Alice Juzumas, moradora de Vila Zelina que, no fim de março, decidiu experimentar o novo corredor. “Tentei fazer uso do sistema de integração entre o Expresso Tiradentes e o ônibus do Terminal Vila Prudente e não consegui. Simplesmente não existe uma linha de ônibus que saia do Terminal Vila Prudente e que passe pelos bairros Vila Zelina e Vila Alpina. Todos os ônibus que saem de lá vão para o mesmo lado da Avenida Anhaia Mello”, relata a arquiteta.
De acordo com Alice, é preciso implantar uma linha que saia do Terminal Vila Prudente e passe pela Avenida Zelina, Rua das Giestas e Rua Costa Barros. “Como é possível haver um terminal de ônibus ao lado de nossas casas e não podermos usufruir dele?”, comenta. “Quando reclamei com o fiscal, este respondeu que eu era nova e poderia andar até o ponto fora do terminal [Avenida Paes de Barros] para fazer a baldeação. Um absurdo”.
FALTA PLANEJAMENTO
Não é preciso, porém, criar novas linhas, já que elas existem. Até janeiro de 2007, a linha Metrô Tatuapé/Jardim Guiaracá, que passa na Avenida Zelina, ingressava no Terminal Vila Prudente, nos dois sentidos. Em junho também de 2007, a linha Metrô Bresser/Vila Alpina, que passa na Rua Giestas e na Rua Costa Barros, deixou de entrar no terminal no sentido centro-bairro. Naquela época, essas medidas polêmicas foram alvo de matérias do PAULISTANO, que encaminhou as reclamações para a SPTrans, mas até hoje não recebeu retorno.
Informações colhidas dentro do terminal com funcionários davam conta de que a medida era para dar maior rapidez às linhas e que foram baseadas em reclamações de passageiros da linha Vila Alpina/Bresser. Mas existe até quem aponte aquelas decisões como radicais e fora de propósito. “Às vezes penso que essas deliberações partem de gabinetes e quem as toma nunca precisou de ônibus para se locomover pela cidade”, critica o estudante de Direito, Anderson H. Conrado. “Por que não alternam um veículo ingressando no terminal e outro passando direto? Não agradaria as duas partes?”.
A arquiteta e urbanista concorda que falta planejamento e pesquisa na área de transporte. “Com a chegada do Metrô em Vila Prudente, a demanda pelo transporte público na região vai aumentar bastante, e essa grande falha na malha viária deixará muita gente na mão”, declara. “É preciso um estudo para não termos ônibus correndo num só sentido pela Avenida Anhaia Mello”.
SPTRANS NO SILÊNCIO
O PAULISTANO encaminhou a reclamação à Assessoria de Imprensa da SPTrans na última terça-feira, dia 14, mas como já se tornou hábito deste órgão que gerencia o transporte público municipal, predominou o silêncio até a conclusão desta edição.
(O Paulistano)
quinta-feira, 16 de abril de 2009
INFO
Aposentado de S.André terá cartão de crédito aliado a passe de ônibus gratuito
A Prefeitura de Santo André firmou acordo com a AESA (Associação das Empresas do Sistema de Transporte de Santo André) para que aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) residentes na cidade utilizem o passe gratuito de ônibus também como cartão de crédito de bandeira Mastercard. O uso do cartão não acarretará em cobrança de anuidade ou outras taxas bancárias.
Para utilizar o benefício, basta que os usuários solicitem a troca do Passe Especial convencional pelo Passe Especial de dupla funcionalidade, na sede da AESA. Entretanto, é preciso respeitar o seguinte cronograma de recadastramento estabelecido pela entidade: aposentados e pensionistas que fazem aniversário nos meses de abril, maio, junho e julho trocam o cartão em abril. Aniversariantes de agosto, setembro, outubro e novembro trocam o cartão em maio. E os que fazem aniversário em dezembro de 2009 ou janeiro, fevereiro e março de 2010 trocam o cartão em junho deste ano.
O crédito é limitado ao dobro do valor do benefício e o pagamento é descontado diretamente do benefício. A documentação necessária para adquirir o Passe Especial é a seguinte: número do benefício previdenciário, número da agência bancária e da conta corrente, caso o benefício seja depositado em conta, além de cópias do RG, CPF e do comprovante de residência.
Outras informações podem ser obtidas na AESA pelo telefone 4435-5400.
reporter diario
A Prefeitura de Santo André firmou acordo com a AESA (Associação das Empresas do Sistema de Transporte de Santo André) para que aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) residentes na cidade utilizem o passe gratuito de ônibus também como cartão de crédito de bandeira Mastercard. O uso do cartão não acarretará em cobrança de anuidade ou outras taxas bancárias.
Para utilizar o benefício, basta que os usuários solicitem a troca do Passe Especial convencional pelo Passe Especial de dupla funcionalidade, na sede da AESA. Entretanto, é preciso respeitar o seguinte cronograma de recadastramento estabelecido pela entidade: aposentados e pensionistas que fazem aniversário nos meses de abril, maio, junho e julho trocam o cartão em abril. Aniversariantes de agosto, setembro, outubro e novembro trocam o cartão em maio. E os que fazem aniversário em dezembro de 2009 ou janeiro, fevereiro e março de 2010 trocam o cartão em junho deste ano.
O crédito é limitado ao dobro do valor do benefício e o pagamento é descontado diretamente do benefício. A documentação necessária para adquirir o Passe Especial é a seguinte: número do benefício previdenciário, número da agência bancária e da conta corrente, caso o benefício seja depositado em conta, além de cópias do RG, CPF e do comprovante de residência.
Outras informações podem ser obtidas na AESA pelo telefone 4435-5400.
reporter diario
segunda-feira, 13 de abril de 2009
INFO
Segunda etapa de pesquisa para Transporte é realizada em São Bernardo do Campo
A pesquisa do Sistema de Transporte Coletivo de São Bernardo está na sua segunda fase. Os pesquisadores estão agindo dentro dos ônibus municipais, perguntando diretamente aos usuários para verificar a demanda de trajeto e quantas conduções o usuário pega para chegar até o destino. Esta fase do projeto começou há uma semana. O término da pesquisa está previsto para o final de junho.
No início de junho, os pesquisadores estarão nas linhas intermunicipais, inclusive no corredor de trólebus na cidade. Uma equipe de 50 pesquisadores estará nas ruas durante 90 dias, entrevistando os passageiros em todos os bairros da cidade. "A partir dos resultados, teremos um diagnóstico que vai apontar qual o caminho que devemos seguir com o projeto", explicou a secretária.
A ação, idealizada pela Secretaria Municipal de Transportes e Vias Públicas, produzirá um diagnóstico detalhado das linhas municipais e intermunicipais que atendem o município, identificando o número de passageiros, horários usados, origem e destino dos usuários. O projeto também vai avaliar a necessidade de construção de novos terminais e dará subsídio para a implantação de um sistema integrado de transporte público na cidade.
Com base nos dados, a Secretaria de Transportes fará o projeto de reestruturação do sistema de ônibus. Em seguida, serão feitas diversas plenárias com a população para a implantação final do projeto, seguindo a linha adotada pela atual administração da cidade, que abrirá espaço para a participação dos moradores em suas ações. "Já fizemos isso na discussão do projeto de alargamento da Rua Senador Vergueiro e tivemos uma boa recepção. Acredito que com o transporte coletivo receberemos o mesmo retorno das pessoas, já que se trata de um assunto que interessa a todos", disse a secretária.
REPORTERdiario
A pesquisa do Sistema de Transporte Coletivo de São Bernardo está na sua segunda fase. Os pesquisadores estão agindo dentro dos ônibus municipais, perguntando diretamente aos usuários para verificar a demanda de trajeto e quantas conduções o usuário pega para chegar até o destino. Esta fase do projeto começou há uma semana. O término da pesquisa está previsto para o final de junho.
No início de junho, os pesquisadores estarão nas linhas intermunicipais, inclusive no corredor de trólebus na cidade. Uma equipe de 50 pesquisadores estará nas ruas durante 90 dias, entrevistando os passageiros em todos os bairros da cidade. "A partir dos resultados, teremos um diagnóstico que vai apontar qual o caminho que devemos seguir com o projeto", explicou a secretária.
A ação, idealizada pela Secretaria Municipal de Transportes e Vias Públicas, produzirá um diagnóstico detalhado das linhas municipais e intermunicipais que atendem o município, identificando o número de passageiros, horários usados, origem e destino dos usuários. O projeto também vai avaliar a necessidade de construção de novos terminais e dará subsídio para a implantação de um sistema integrado de transporte público na cidade.
Com base nos dados, a Secretaria de Transportes fará o projeto de reestruturação do sistema de ônibus. Em seguida, serão feitas diversas plenárias com a população para a implantação final do projeto, seguindo a linha adotada pela atual administração da cidade, que abrirá espaço para a participação dos moradores em suas ações. "Já fizemos isso na discussão do projeto de alargamento da Rua Senador Vergueiro e tivemos uma boa recepção. Acredito que com o transporte coletivo receberemos o mesmo retorno das pessoas, já que se trata de um assunto que interessa a todos", disse a secretária.
REPORTERdiario
O FATO NA FOTO
quinta-feira, 2 de abril de 2009
INFO
São Bernardo fará projeto para construção de VLT
A Prefeitura de São Bernardo vai contratar a elaboração do projeto funcional que irá estabelecer o traçado onde deverá passar o VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), que ligará o município à futura estação Tamanduateí do Metrô e atual estação de trem já existente no local, em São Paulo.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (23) pelo prefeito Luiz Marinho, em reunião realizada com o secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, após sobrevôo sobre o trecho, que contou com a presença do prefeito de São Caetano e presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, José Auricchio Júnior, da secretária de Transportes e Vias Públicas de São Bernardo, Patrícia Veras, do secretário-adjunto de Transportes Metropolitanos, João Paulo de Jesus Lopes, do coordenador de Planejamento e Gestão, Silvestre Eduardo Rocha Ribeiro, e de um representante do Ministério das Cidades.
O grupo saiu do Campo de Marte, na capital paulista, percorrendo o trecho de 14 quilômetros que compreende as avenidas Presidente Wilson, Guido Aliberti e Lauro Gomes até o Paço Municipal de São Bernardo, além da estação Tamanduateí, para verificar a viabilidade do traçado por onde deverá passar o VLT.
De acordo com o secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, esta será uma obra de médio a longo prazo, porém, relativamente simples, uma vez que aproveitará a estrutura viária já existente sem que haja necessidade de grande intervenção urbana.
Marinho anunciou que a Prefeitura dará o primeiro passo para a realização da obra ficando responsável pela elaboração do projeto funcional. O governo do Estado já fez uma pesquisa de origem-destino que servirá de base para os estudos.
No fim do ano passado, antes de assumir o governo, Luiz Marinho e a secretária municipal de Transportes se reuniram com o secretário de Transportes Metropolitanos e acertaram a construção do novo meio de transporte. Nos próximos dias, haverá uma nova reunião da secretária de Transportes e Vias Públicas com a equipe da Secretaria de Transportes Metropolitanos para discutir o projeto.
REPORTER DIARIO
A Prefeitura de São Bernardo vai contratar a elaboração do projeto funcional que irá estabelecer o traçado onde deverá passar o VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), que ligará o município à futura estação Tamanduateí do Metrô e atual estação de trem já existente no local, em São Paulo.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (23) pelo prefeito Luiz Marinho, em reunião realizada com o secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, após sobrevôo sobre o trecho, que contou com a presença do prefeito de São Caetano e presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, José Auricchio Júnior, da secretária de Transportes e Vias Públicas de São Bernardo, Patrícia Veras, do secretário-adjunto de Transportes Metropolitanos, João Paulo de Jesus Lopes, do coordenador de Planejamento e Gestão, Silvestre Eduardo Rocha Ribeiro, e de um representante do Ministério das Cidades.
O grupo saiu do Campo de Marte, na capital paulista, percorrendo o trecho de 14 quilômetros que compreende as avenidas Presidente Wilson, Guido Aliberti e Lauro Gomes até o Paço Municipal de São Bernardo, além da estação Tamanduateí, para verificar a viabilidade do traçado por onde deverá passar o VLT.
De acordo com o secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, esta será uma obra de médio a longo prazo, porém, relativamente simples, uma vez que aproveitará a estrutura viária já existente sem que haja necessidade de grande intervenção urbana.
Marinho anunciou que a Prefeitura dará o primeiro passo para a realização da obra ficando responsável pela elaboração do projeto funcional. O governo do Estado já fez uma pesquisa de origem-destino que servirá de base para os estudos.
No fim do ano passado, antes de assumir o governo, Luiz Marinho e a secretária municipal de Transportes se reuniram com o secretário de Transportes Metropolitanos e acertaram a construção do novo meio de transporte. Nos próximos dias, haverá uma nova reunião da secretária de Transportes e Vias Públicas com a equipe da Secretaria de Transportes Metropolitanos para discutir o projeto.
REPORTER DIARIO
INFO
Painel de ponto de ônibus dá informação errada
Letreiros luminosos de corredores de ônibus, que deveriam informar os passageiros da capital quando o próximo coletivo chegaria, não estão funcionando. Alguns estão "travados", com a mesma tela durante o tempo todo, outros trazem informações que não são reais, ou ainda estão simplesmente desligados.
Essas máquinas ficam nos locais de espera dos corredores. Indicam o número da linha que passa no local e o tempo em que o próximo ônibus vai demorar para chegar.
No corredor da rua da Consolação e da avenida Rebouças (região central de SP), os painéis estão desligados. No ponto do cruzamento da Consolação com a avenida Paulista, a máquina informa que está em manutenção.
"Se funcionassem, ajudaria bastante. Mas, mesmo quando funcionava, não uso muito. Estou acostumada mais a esperar olhando para a rua", disse a empregada doméstica Josefa Maria do Carmo, 43 anos, que trabalha na rua da Consolação e utiliza o local diariamente.
Na avenida São Gabriel, no Itaim Bibi (zona oeste de SP), a máquina funcionava e era atualizada a todo instante. Mas as informações passadas pelo letreiro eram diferentes do que era visto no ponto.
Por exemplo: a informação de que o ônibus da linha 6913/10 chegaria em menos de dois minutos ficou por oito minutos no letreiro antes de o coletivo passar. Continuou por mais cinco depois que ele foi embora. Outras linhas, como a 6401/10, chegaram e foram embora do ponto sem que tivessem sido anunciadas pelo painel.
"Eles têm um problema, que é não falar o nome da linha. Não tomo ônibus aqui todo dia, sei que minha linha é a Terminal Santo Amaro, mas não o número. Então isso [o informativo eletrônico] não me serve", diz a dona de casa Dediça Sampaio, 50 anos.
Em outro corredor, na avenida São João, em Santa Cecília (região central de SP), mais um erro: o letreiro estava ligado, mas com informações paradas. O painel não era atualizado. Por 20 minutos, ficou mostrando a mesma lista com os próximos coletivos que passariam por lá.
Nesse tempo, o ponto recebeu diversas linhas, inclusive as que estavam indicadas, sem que o letreiro se mexesse. Quem se orienta pelo aparelho fica confuso.
Tecnologia
A tecnologia que permite esse sistema depende de aparelhos de GPS instalados no ônibus. Os letreiros deveriam receber informações de uma central que aponta quais são os próximos coletivos a chegar ao ponto.
A implantação do sistema começou em 2005. Segundo a SPTrans, todos os ônibus da cidade contam com o aparelho. O custo foi pago pelas empresas que operam as linhas.
Fiação solta é a causa do problema
A SPTrans disse que os problemas nos corredores da rua da Consolação e da avenida São João foram causados pelo rompimento de uma fiação de fibra ótica.
Segundo a empresa, essa fiação é responsável pela transmissão de dados da central de monitoramento até os pontos de ônibus. Ainda de acordo com a SPTrans, os painéis não estão mais parados -ficam com uma mensagem informando sobre a manutenção no letreiro.
O prazo dado para a solução do problema foi "o mais rápido possível", ainda de acordo com nota da SPTrans.
Sobre o corredor São Gabriel, a empresa disse que desconhece o problema -mas fará verificação.
(AGORAsp)
Letreiros luminosos de corredores de ônibus, que deveriam informar os passageiros da capital quando o próximo coletivo chegaria, não estão funcionando. Alguns estão "travados", com a mesma tela durante o tempo todo, outros trazem informações que não são reais, ou ainda estão simplesmente desligados.
Essas máquinas ficam nos locais de espera dos corredores. Indicam o número da linha que passa no local e o tempo em que o próximo ônibus vai demorar para chegar.
No corredor da rua da Consolação e da avenida Rebouças (região central de SP), os painéis estão desligados. No ponto do cruzamento da Consolação com a avenida Paulista, a máquina informa que está em manutenção.
"Se funcionassem, ajudaria bastante. Mas, mesmo quando funcionava, não uso muito. Estou acostumada mais a esperar olhando para a rua", disse a empregada doméstica Josefa Maria do Carmo, 43 anos, que trabalha na rua da Consolação e utiliza o local diariamente.
Na avenida São Gabriel, no Itaim Bibi (zona oeste de SP), a máquina funcionava e era atualizada a todo instante. Mas as informações passadas pelo letreiro eram diferentes do que era visto no ponto.
Por exemplo: a informação de que o ônibus da linha 6913/10 chegaria em menos de dois minutos ficou por oito minutos no letreiro antes de o coletivo passar. Continuou por mais cinco depois que ele foi embora. Outras linhas, como a 6401/10, chegaram e foram embora do ponto sem que tivessem sido anunciadas pelo painel.
"Eles têm um problema, que é não falar o nome da linha. Não tomo ônibus aqui todo dia, sei que minha linha é a Terminal Santo Amaro, mas não o número. Então isso [o informativo eletrônico] não me serve", diz a dona de casa Dediça Sampaio, 50 anos.
Em outro corredor, na avenida São João, em Santa Cecília (região central de SP), mais um erro: o letreiro estava ligado, mas com informações paradas. O painel não era atualizado. Por 20 minutos, ficou mostrando a mesma lista com os próximos coletivos que passariam por lá.
Nesse tempo, o ponto recebeu diversas linhas, inclusive as que estavam indicadas, sem que o letreiro se mexesse. Quem se orienta pelo aparelho fica confuso.
Tecnologia
A tecnologia que permite esse sistema depende de aparelhos de GPS instalados no ônibus. Os letreiros deveriam receber informações de uma central que aponta quais são os próximos coletivos a chegar ao ponto.
A implantação do sistema começou em 2005. Segundo a SPTrans, todos os ônibus da cidade contam com o aparelho. O custo foi pago pelas empresas que operam as linhas.
Fiação solta é a causa do problema
A SPTrans disse que os problemas nos corredores da rua da Consolação e da avenida São João foram causados pelo rompimento de uma fiação de fibra ótica.
Segundo a empresa, essa fiação é responsável pela transmissão de dados da central de monitoramento até os pontos de ônibus. Ainda de acordo com a SPTrans, os painéis não estão mais parados -ficam com uma mensagem informando sobre a manutenção no letreiro.
O prazo dado para a solução do problema foi "o mais rápido possível", ainda de acordo com nota da SPTrans.
Sobre o corredor São Gabriel, a empresa disse que desconhece o problema -mas fará verificação.
(AGORAsp)
segunda-feira, 23 de março de 2009
INFO
Licitação de linhas de ônibus tem proposta polêmica
Para por fim ao impasse que envolve a licitação de transporte público intermunicipal da Área-5 da Região Metropolitana, que envolve o Grande ABC, o Estado fez uma proposta para desmembrá-la em duas. O problema é que em vez de uma divisão técnica, ou por região geográfica, a estratégia é dividí-la entre ‘grupos econômicos''. A medida, no entanto, pode significar direcionamento da licitação.
A proposta foi discutida em reunião envolvendo representantes de empresas que atuam na região e a Secretaria de Transportes Metropolitanos do Estado. A Pasta nega a proposta de divisão pelo critério econômico, mas empresários garantem que houve a oferta, inclusive com a apresentação dos dois segmentos.
O grupo Verde seria formado por Vipe, Santa Paula, Tucuruvi, São José, Rigras, Viação ABC, Expresso São Bernardo e Trans-Bus. O Azul por Interbus, Humaitá, Vila Utinga, Parque das Nações, Eaosa, Eusa, São Camilo, Riacho Grande, Triângulo e Imigrantes.
A Área-5 é objeto de edital desde 2005, quando ocorreu a primeira licitação. Nenhuma proposta foi apresentada e a concorrência fracassou. No ano seguinte houve nova tentativa que deu em nada. Em 2008, mais um edital de chamamento e o certame, novamente, não teve interessados. Por enquanto, as 120 linhas estão sendo operadas em regime de permissão precária.
As outras quatro áreas que compõem o sistema de transporte intermunicipal da Região Metropolitana já estão sob a regência de vencedores de licitações. A concessão está prevista na Constituição de 1988, que determina processo licitatório para operar os sistemas de transporte coletivo. No Estado, o gerenciamento do sistema fica a cargo da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), ligada à Secretaria de Transportes Metropolitanas.
IMPASSE
Empresários do setor disseram que a falta de propostas por parte das empresas de ônibus ocorre devido às especificidades que não estariam contempladas nos processos licitatórios. Um dos entraves estaria relacionado aos custos de operação no Grande ABC, mais altos em relação às demais áreas devido à remuneração dos profissionais. Outra barreira seria o período de vigência da concessão, de 10 anos, considerada insuficiente para obter retorno dos investimentos.
O secretário de Transportes Metropolitanos, José Luis Portella, não quis comentar o que foi discutido na reunião, ocorrida no início do mês, em São Paulo. Informou que a reunião foi convocada pela EMTU e teve a participação de integrantes do Setpesp (Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo), que representa todas as empresas do Estado. O encontro teria servido, segundo a secretaria, para obter uma "análise do mercado atual fundamentada nos esclarecimentos das operadoras que hoje atuam na região".
Segundo a Pasta, não procede a informação sobre a formação de grupos antes da licitação. Além de representantes das empresas, participaram da reunião o secretário adjunto da Pasta, João Paulo de Jesus Lopes, e o presidente da EMTU, Júlio Antônio de Freitas Gonçalves.
Do Diário do Grande ABC
Para por fim ao impasse que envolve a licitação de transporte público intermunicipal da Área-5 da Região Metropolitana, que envolve o Grande ABC, o Estado fez uma proposta para desmembrá-la em duas. O problema é que em vez de uma divisão técnica, ou por região geográfica, a estratégia é dividí-la entre ‘grupos econômicos''. A medida, no entanto, pode significar direcionamento da licitação.
A proposta foi discutida em reunião envolvendo representantes de empresas que atuam na região e a Secretaria de Transportes Metropolitanos do Estado. A Pasta nega a proposta de divisão pelo critério econômico, mas empresários garantem que houve a oferta, inclusive com a apresentação dos dois segmentos.
O grupo Verde seria formado por Vipe, Santa Paula, Tucuruvi, São José, Rigras, Viação ABC, Expresso São Bernardo e Trans-Bus. O Azul por Interbus, Humaitá, Vila Utinga, Parque das Nações, Eaosa, Eusa, São Camilo, Riacho Grande, Triângulo e Imigrantes.
A Área-5 é objeto de edital desde 2005, quando ocorreu a primeira licitação. Nenhuma proposta foi apresentada e a concorrência fracassou. No ano seguinte houve nova tentativa que deu em nada. Em 2008, mais um edital de chamamento e o certame, novamente, não teve interessados. Por enquanto, as 120 linhas estão sendo operadas em regime de permissão precária.
As outras quatro áreas que compõem o sistema de transporte intermunicipal da Região Metropolitana já estão sob a regência de vencedores de licitações. A concessão está prevista na Constituição de 1988, que determina processo licitatório para operar os sistemas de transporte coletivo. No Estado, o gerenciamento do sistema fica a cargo da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), ligada à Secretaria de Transportes Metropolitanas.
IMPASSE
Empresários do setor disseram que a falta de propostas por parte das empresas de ônibus ocorre devido às especificidades que não estariam contempladas nos processos licitatórios. Um dos entraves estaria relacionado aos custos de operação no Grande ABC, mais altos em relação às demais áreas devido à remuneração dos profissionais. Outra barreira seria o período de vigência da concessão, de 10 anos, considerada insuficiente para obter retorno dos investimentos.
O secretário de Transportes Metropolitanos, José Luis Portella, não quis comentar o que foi discutido na reunião, ocorrida no início do mês, em São Paulo. Informou que a reunião foi convocada pela EMTU e teve a participação de integrantes do Setpesp (Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo), que representa todas as empresas do Estado. O encontro teria servido, segundo a secretaria, para obter uma "análise do mercado atual fundamentada nos esclarecimentos das operadoras que hoje atuam na região".
Segundo a Pasta, não procede a informação sobre a formação de grupos antes da licitação. Além de representantes das empresas, participaram da reunião o secretário adjunto da Pasta, João Paulo de Jesus Lopes, e o presidente da EMTU, Júlio Antônio de Freitas Gonçalves.
Do Diário do Grande ABC
sábado, 14 de março de 2009
INFO
Em dois anos, Expresso Tiradentes transportou 22 milhões de passageiros
A via exclusiva inaugurada em 2007 completa dois anos neste domingo (08/03) chegando à marca de 22 milhões de passageiros transportados com uma média diária de 51 mil uruários.
O Expresso Tiradentes completa neste domingo (08/03) dois anos de operação chegando à marca de 22 milhões de passageiros transportados. A via exclusiva, que em sua inauguração, em 2007, transportava cerca de 29 mil pessoas por dia, hoje é utilizada por uma média de 51 mil usuários.
"As pessoas estão aprendendo a facilidade que o Expresso traz. Aqui não tem semáforo, nem motoqueiro, nem pedestre. Quando acontece algum incidente faz-se a baldeação com toda a segurança. Isso aqui é transporte de Primeiro Mundo", declara o técnico da SPTrans José Roberto de Oliveira. Ele trabalha no corredor desde o início de sua operação e diz que os usuários costumam elogiar muito, principalmente a agilidade do serviço.
O torneiro mecânico Gentil Ribeiro é um desses freqüentes usuários. Ele usa o corredor para ir para casa, próximo do bairro do Sacomã, e diz não ter nada a reclamar. "O Expresso Tiradentes é a melhor coisa que há aqui em matéria de transportes. A gente levava uma hora para vir do Sacomã até o Centro e agora levamos 15 minutos. A limpeza, o tratamento, tudo é ótimo", conta.
O balconista Sebastião Batista da Silva utiliza o corredor há dois meses para ir a seu trabalho no Ipiranga e também destaca a importância da obra em sua vida. "Até meu serviço no Ipiranga, se eu viesse de ônibus fora do corredor gastaria 40 minutos. Agora eu faço a viagem em 10 minutos. Para mim, está perfeito, só falta fazer a linha até Cidade Tiradentes", disse.
Os depoimentos dos usuários estão de acordo com a última pesquisa da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), segundo a qual 76% dos usuários aprovam o Expresso Tiradentes e destacam o conforto, a rapidez e a segurança deste corredor.
Os benefícios que o corredor trouxe não se restringem apenas aos usuários. O alfaiate Décio de Barasdini trabalha em frente do Terminal Sacomã e declara que a construção do Expresso beneficiou o comércio.
"Está atraindo pessoas novas para a região. Ainda não vi retorno porque o comércio está ruim, mas acredito que, pelo número de pessoas que circulam por aí, na hora em que esta crise passar e o poder aquisitivo estiver um pouco mais estabilizado isso vai mudar".
Referência no transporte público
Um dos diferenciais do Expresso Tiradentes é a rapidez. O corredor segregado evita os congestionamentos provocados pelo excesso de veículos ou pelos cruzamentos demorados, além dos estrangulamentos de trânsito causados por pontes e viadutos.
A via exclusiva funciona das 4h à 0h05 e tem atualmente 8,5 quilômetros de extensão, cinco estações e dois terminais. Entre as estações, uma faz integração com o Metrô Parque Dom Pedro II (linha 3 - Vermelha) e outra com a estação Ipiranga da CPTM (linha 10 - Turquesa). Nos terminais Mercado, no Centro, e Sacomã, na Zona Sul, os usuários têm acesso a linhas municipais e metropolitanas. Tanto as estações quanto os terminais são dotados de bicicletário.
A velocidade média dos coletivos que trafegam no Expresso Tiradentes é de 36,9 km/h e a máxima é de 50 km/h, fazendo com que o tempo percorrido do Centro ao Sacomã se reduza de 50 minutos - pela via normal - para 14 minutos.
O projeto final prevê que ele chegue até o bairro de Cidade Tiradentes, na Zona Leste, quando terá 32 quilômetros de extensão, atendendo 400 mil passageiros todos os dias.
Monitoramento, manutenção e acessibilidade
Durante 24 horas no Centro de Controle do Expresso (CCE), localizado no Terminal Mercado, os 22 funcionários da Socicam - empresa responsável pela administração dos terminais da SPTrans - monitoram o corredor. Por meio de oito telas e 107 câmeras, são controlados os elevadores de acesso às estações, bloqueios, bilheterias e rampas.
As partidas dos coletivos, que ocorrem a cada dois minutos no horário de pico e a cada quatro nos demais horários, podem ser acompanhadas pelos 12 Painéis de Mensagens Variáveis (PMVs) espalhados pelas estações e terminais. Isso é possível em razão do Sistema Integrado de Monitoramento (SIM), por meio do qual os 21 veículos do sistema são acompanhados por meio do GPS.
Os 100 funcionários da segurança e os 15 da limpeza são responsáveis por manter a estrutura do local impecável, verificando os itens de segurança, condições da pista e dos ônibus e equipamentos do Centro de Controle.
Segundo Valdeci Lino da Silva, analista em transporte da SPTrans, a preocupação com o passageiro com deficiência foi um dos pontos relevantes na elaboração da estrutura do corredor. "Para auxiliar o passageiro com deficiência, todos os sanitários e os veículos do sistema são adaptados. Temos piso condutátil para ajudar as pessoas com deficiência visual, rampas elevatórias próximas às escadas de cada estação, plataformas com guias rebaixadas, guias de acesso nas plataformas e passarelas, 16 escadas rolantes e 22 elevadores", explica.
PMSP
A via exclusiva inaugurada em 2007 completa dois anos neste domingo (08/03) chegando à marca de 22 milhões de passageiros transportados com uma média diária de 51 mil uruários.
O Expresso Tiradentes completa neste domingo (08/03) dois anos de operação chegando à marca de 22 milhões de passageiros transportados. A via exclusiva, que em sua inauguração, em 2007, transportava cerca de 29 mil pessoas por dia, hoje é utilizada por uma média de 51 mil usuários.
"As pessoas estão aprendendo a facilidade que o Expresso traz. Aqui não tem semáforo, nem motoqueiro, nem pedestre. Quando acontece algum incidente faz-se a baldeação com toda a segurança. Isso aqui é transporte de Primeiro Mundo", declara o técnico da SPTrans José Roberto de Oliveira. Ele trabalha no corredor desde o início de sua operação e diz que os usuários costumam elogiar muito, principalmente a agilidade do serviço.
O torneiro mecânico Gentil Ribeiro é um desses freqüentes usuários. Ele usa o corredor para ir para casa, próximo do bairro do Sacomã, e diz não ter nada a reclamar. "O Expresso Tiradentes é a melhor coisa que há aqui em matéria de transportes. A gente levava uma hora para vir do Sacomã até o Centro e agora levamos 15 minutos. A limpeza, o tratamento, tudo é ótimo", conta.
O balconista Sebastião Batista da Silva utiliza o corredor há dois meses para ir a seu trabalho no Ipiranga e também destaca a importância da obra em sua vida. "Até meu serviço no Ipiranga, se eu viesse de ônibus fora do corredor gastaria 40 minutos. Agora eu faço a viagem em 10 minutos. Para mim, está perfeito, só falta fazer a linha até Cidade Tiradentes", disse.
Os depoimentos dos usuários estão de acordo com a última pesquisa da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), segundo a qual 76% dos usuários aprovam o Expresso Tiradentes e destacam o conforto, a rapidez e a segurança deste corredor.
Os benefícios que o corredor trouxe não se restringem apenas aos usuários. O alfaiate Décio de Barasdini trabalha em frente do Terminal Sacomã e declara que a construção do Expresso beneficiou o comércio.
"Está atraindo pessoas novas para a região. Ainda não vi retorno porque o comércio está ruim, mas acredito que, pelo número de pessoas que circulam por aí, na hora em que esta crise passar e o poder aquisitivo estiver um pouco mais estabilizado isso vai mudar".
Referência no transporte público
Um dos diferenciais do Expresso Tiradentes é a rapidez. O corredor segregado evita os congestionamentos provocados pelo excesso de veículos ou pelos cruzamentos demorados, além dos estrangulamentos de trânsito causados por pontes e viadutos.
A via exclusiva funciona das 4h à 0h05 e tem atualmente 8,5 quilômetros de extensão, cinco estações e dois terminais. Entre as estações, uma faz integração com o Metrô Parque Dom Pedro II (linha 3 - Vermelha) e outra com a estação Ipiranga da CPTM (linha 10 - Turquesa). Nos terminais Mercado, no Centro, e Sacomã, na Zona Sul, os usuários têm acesso a linhas municipais e metropolitanas. Tanto as estações quanto os terminais são dotados de bicicletário.
A velocidade média dos coletivos que trafegam no Expresso Tiradentes é de 36,9 km/h e a máxima é de 50 km/h, fazendo com que o tempo percorrido do Centro ao Sacomã se reduza de 50 minutos - pela via normal - para 14 minutos.
O projeto final prevê que ele chegue até o bairro de Cidade Tiradentes, na Zona Leste, quando terá 32 quilômetros de extensão, atendendo 400 mil passageiros todos os dias.
Monitoramento, manutenção e acessibilidade
Durante 24 horas no Centro de Controle do Expresso (CCE), localizado no Terminal Mercado, os 22 funcionários da Socicam - empresa responsável pela administração dos terminais da SPTrans - monitoram o corredor. Por meio de oito telas e 107 câmeras, são controlados os elevadores de acesso às estações, bloqueios, bilheterias e rampas.
As partidas dos coletivos, que ocorrem a cada dois minutos no horário de pico e a cada quatro nos demais horários, podem ser acompanhadas pelos 12 Painéis de Mensagens Variáveis (PMVs) espalhados pelas estações e terminais. Isso é possível em razão do Sistema Integrado de Monitoramento (SIM), por meio do qual os 21 veículos do sistema são acompanhados por meio do GPS.
Os 100 funcionários da segurança e os 15 da limpeza são responsáveis por manter a estrutura do local impecável, verificando os itens de segurança, condições da pista e dos ônibus e equipamentos do Centro de Controle.
Segundo Valdeci Lino da Silva, analista em transporte da SPTrans, a preocupação com o passageiro com deficiência foi um dos pontos relevantes na elaboração da estrutura do corredor. "Para auxiliar o passageiro com deficiência, todos os sanitários e os veículos do sistema são adaptados. Temos piso condutátil para ajudar as pessoas com deficiência visual, rampas elevatórias próximas às escadas de cada estação, plataformas com guias rebaixadas, guias de acesso nas plataformas e passarelas, 16 escadas rolantes e 22 elevadores", explica.
PMSP
quinta-feira, 12 de março de 2009
INFO
SBCTrans vai mudar frota de ônibus do Jordanópolis
Uma semana após anunciar a entrega de 25 novos ônibus em São Bernardo, o Consórcio SBCTrans trocará a frota do Jordanópolis. Segundo o diretor operacional da empresa, Nelson Ribeiro, a partir da próxima semana os microônibus que atendem a região darão espaço a coletivos comuns. A confirmação ocorreu nesta quarta-feira (4), durante vistoria do deputado estadual Alex Manente (PPS) e do prefeito Luiz Marinho (PT) em pontos de ônibus do bairro.
Segundo Manente, articulador da ação conjunta com o chefe do Executivo e a secretária de Transportes e Vias Públicas, Patrícia Veras, a principal reclamação dos moradores é com relação à deficiência do transporte por conta do pouco espaço dos microônibus. Na avaliação do responsável pelo SBCTrans, modificar a frota é a melhor alternativa, já que aumentará a capacidade de atendimento, sem mexer na quantidade de carros.
Uma semana após anunciar a entrega de 25 novos ônibus em São Bernardo, o Consórcio SBCTrans trocará a frota do Jordanópolis. Segundo o diretor operacional da empresa, Nelson Ribeiro, a partir da próxima semana os microônibus que atendem a região darão espaço a coletivos comuns. A confirmação ocorreu nesta quarta-feira (4), durante vistoria do deputado estadual Alex Manente (PPS) e do prefeito Luiz Marinho (PT) em pontos de ônibus do bairro.
Segundo Manente, articulador da ação conjunta com o chefe do Executivo e a secretária de Transportes e Vias Públicas, Patrícia Veras, a principal reclamação dos moradores é com relação à deficiência do transporte por conta do pouco espaço dos microônibus. Na avaliação do responsável pelo SBCTrans, modificar a frota é a melhor alternativa, já que aumentará a capacidade de atendimento, sem mexer na quantidade de carros.
SÓ ALEGRIA!
PraDESCONTRAIR
O sujeito tem um chilique...
O sujeito tem um chilique e a família vai correndo chamar um medico.
Uma hora depois o médico sai do quarto sem dizer absolutamente nada.
- E então, doutor? - pergunta a esposa, apreensiva.
- São duzentos reais! - diz o medico, friamente.
- Mas o senhor não vai receitar nada para eu dar a ele?
- Ah! sim! Se amanhã, quando a senhora acordar, ele ainda estiver vivo, dê-lhe um bom-dia!
O sujeito tem um chilique...
O sujeito tem um chilique e a família vai correndo chamar um medico.
Uma hora depois o médico sai do quarto sem dizer absolutamente nada.
- E então, doutor? - pergunta a esposa, apreensiva.
- São duzentos reais! - diz o medico, friamente.
- Mas o senhor não vai receitar nada para eu dar a ele?
- Ah! sim! Se amanhã, quando a senhora acordar, ele ainda estiver vivo, dê-lhe um bom-dia!
INFO
Governo vai licitar transporte rodoviário de passageiros
São Paulo - O governo quer licitar em julho todas as linhas de transporte interestadual de passageiros. Segundo o modelo elaborado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), vence a disputa pela linha a empresa ou consórcio que oferecer a menor tarifa. Após a licitação, a agência reguladora espera que, com o aumento da concorrência, o preço pago pelos passageiros diminua.
As empresas que operam o transporte rodoviário interestadual (258 empresas, com faturamento anual de R$ 3 bilhões) são contra a licitação e dizem que haverá "apagão" no setor. Apesar de a Constituição determinar que serviços públicos tenham que ser concedidos com licitação, as atuais operadoras nunca participaram de concorrência. Hoje, 86,6% das linhas de ônibus são operadas por uma única empresa. Ou seja, o consumidor não tem como escolher. (FOLHA)
São Paulo - O governo quer licitar em julho todas as linhas de transporte interestadual de passageiros. Segundo o modelo elaborado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), vence a disputa pela linha a empresa ou consórcio que oferecer a menor tarifa. Após a licitação, a agência reguladora espera que, com o aumento da concorrência, o preço pago pelos passageiros diminua.
As empresas que operam o transporte rodoviário interestadual (258 empresas, com faturamento anual de R$ 3 bilhões) são contra a licitação e dizem que haverá "apagão" no setor. Apesar de a Constituição determinar que serviços públicos tenham que ser concedidos com licitação, as atuais operadoras nunca participaram de concorrência. Hoje, 86,6% das linhas de ônibus são operadas por uma única empresa. Ou seja, o consumidor não tem como escolher. (FOLHA)
INFO
Passageiros se espremem em trolebus no ABCD
Usuários reclamam de lotação e atraso nas nas linhas do terminal Ferrazópolis
São 1,1 milhão de passageiros por mês disputando um lugar nos 18 trolebus disponibilizados pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) nas linhas que ligam o bairro Ferrazópolis, em São Bernardo, a Santo André e São Mateus, na Capital. A concorrência por um assento costuma ser desleal, de acordo com a população que utiliza o sistema. Independente do horário, as reclamações são sempre as mesmas: lotação e atraso.
Sofre mais quem precisa chegar mais longe. Da estação Ferrazópolis até a São Mateus são 50 minutos. Nos horários de pico, por volta das 7h e das 18h, a maioria não consegue sentar e se espreme nos corredores. “Não temos outra opção de transporte para ir a São Mateus. Se quiser pegar um lugar sentado, tenho de esperar até 30 minutos no período da tarde. Ou ficar cerca de 40 minutos dentro do trolebus em pé e apertado, depois do trabalho, para chegar em casa”, contou o carteiro Márcio Roberto, 36 anos.
São duas linhas que fazem o percurso Ferrazópolis/Santo André, sendo que uma delas vai até São Mateus. A 286, que faz o trajeto mais curto, leva mensalmente 200 mil pessoas e conta com nove veículos. Já a 285, que faz a ligação com a Capital, transporta 900 mil passageiros por mês, com o mesmo número de carros, nove. A linha só perde em fluxo de pessoas para a linha 287, que liga Ferrazópolis ao Jabaquara, também na Capital, com 1,2 milhão.
Lotado - “No calor a gente sofre mais ainda. Tem sempre aposentado que não consegue sentar, gente em pé até à porta e um calor insuportável”, reclamou a cozinheira Margarida de Moraes, 55 anos. Margarida utiliza a linha 286 num horário pouco provável para lotações, às 12h.
O motivo é o grande movimento de estudantes. O trajeto dos trolebus passa próximo a duas escolas técnicas (Etecs Júlio de Mesquita, em Santo André, e Lauro Gomes, em São Bernardo), ao Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), em São Bernardo, e ao Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial).
“O 286 é mais tranqüilo. Mesmo assim, não dá para arriscar, pois posso chegar atrasado. Já o 285, não dá para usar não”, disse o analista de segurança Alexandro Oliveira, 27 anos.
O mecânico Walber Ricardo Ferreira, 31 anos, reclama do pequeno número de veículos para atender a linha. “Passam vários trolebus de outros destinos, como Diadema e Piraporinha, e nenhum para Ferrazópolis. Assim fica impossível não trafegar lotado.”
Soluções - A EMTU afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que as linhas 285 e 286 serão reprogramadas a partir desta na quarta-feira (10/03). A 286 irá ganhar outros três veículos. Já a 285 sofrerá readequação de horários, deixando o tempo entre um trolebus e outro menor nos horários de pico, de dois a cinco minutos. A empresa se comprometeu ainda a aumentar a fiscalização nas linhas para que os problemas sejam diagnosticados.
ABCD MAIOR
Usuários reclamam de lotação e atraso nas nas linhas do terminal Ferrazópolis
São 1,1 milhão de passageiros por mês disputando um lugar nos 18 trolebus disponibilizados pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) nas linhas que ligam o bairro Ferrazópolis, em São Bernardo, a Santo André e São Mateus, na Capital. A concorrência por um assento costuma ser desleal, de acordo com a população que utiliza o sistema. Independente do horário, as reclamações são sempre as mesmas: lotação e atraso.
Sofre mais quem precisa chegar mais longe. Da estação Ferrazópolis até a São Mateus são 50 minutos. Nos horários de pico, por volta das 7h e das 18h, a maioria não consegue sentar e se espreme nos corredores. “Não temos outra opção de transporte para ir a São Mateus. Se quiser pegar um lugar sentado, tenho de esperar até 30 minutos no período da tarde. Ou ficar cerca de 40 minutos dentro do trolebus em pé e apertado, depois do trabalho, para chegar em casa”, contou o carteiro Márcio Roberto, 36 anos.
São duas linhas que fazem o percurso Ferrazópolis/Santo André, sendo que uma delas vai até São Mateus. A 286, que faz o trajeto mais curto, leva mensalmente 200 mil pessoas e conta com nove veículos. Já a 285, que faz a ligação com a Capital, transporta 900 mil passageiros por mês, com o mesmo número de carros, nove. A linha só perde em fluxo de pessoas para a linha 287, que liga Ferrazópolis ao Jabaquara, também na Capital, com 1,2 milhão.
Lotado - “No calor a gente sofre mais ainda. Tem sempre aposentado que não consegue sentar, gente em pé até à porta e um calor insuportável”, reclamou a cozinheira Margarida de Moraes, 55 anos. Margarida utiliza a linha 286 num horário pouco provável para lotações, às 12h.
O motivo é o grande movimento de estudantes. O trajeto dos trolebus passa próximo a duas escolas técnicas (Etecs Júlio de Mesquita, em Santo André, e Lauro Gomes, em São Bernardo), ao Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), em São Bernardo, e ao Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial).
“O 286 é mais tranqüilo. Mesmo assim, não dá para arriscar, pois posso chegar atrasado. Já o 285, não dá para usar não”, disse o analista de segurança Alexandro Oliveira, 27 anos.
O mecânico Walber Ricardo Ferreira, 31 anos, reclama do pequeno número de veículos para atender a linha. “Passam vários trolebus de outros destinos, como Diadema e Piraporinha, e nenhum para Ferrazópolis. Assim fica impossível não trafegar lotado.”
Soluções - A EMTU afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que as linhas 285 e 286 serão reprogramadas a partir desta na quarta-feira (10/03). A 286 irá ganhar outros três veículos. Já a 285 sofrerá readequação de horários, deixando o tempo entre um trolebus e outro menor nos horários de pico, de dois a cinco minutos. A empresa se comprometeu ainda a aumentar a fiscalização nas linhas para que os problemas sejam diagnosticados.
ABCD MAIOR
terça-feira, 10 de março de 2009
INFO
ABC vai ganhar ligação por trilhos com São Paulo
O ABC terá uma ligação rápida com o Metrô na capital paulista por meio de um veículo leve sobre trilhos (VLT), um sistema parecido com o fura-fila na capital, atual Expresso Tiradentes. O projeto, com verba municipal, estadual e federal, prevê a construção de uma linha que deverá sair do centro de São Bernardo, passando pela avenida Lauro Gomes, pelo bairro Rudge Ramos até chegar a São Caetano.
Em São Caetano, percorrerá trecho em um tampão por sobre o Ribeirão dos Meninos, pela avenida Guido Aliberti, até alcançar a linha D da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitano) - linha Luz-Rio Grande da Serra -, com consequente interligação com a Linha 2-Verde do Metrô (Vila Madalena e Vila Prudente) na Estação Tamanduateí, no bairro do Ipiranga, na capital. O edital de licitação do projeto deve ser lançado nos próximos meses.
Não está descartada também a ligação da cidade de Diadema com o Metrô. Um outro ramal de VLT pode ser construído até a Estação Jabaquara ou São Judas desde o município. A secretaria de Transportes de São Bernardo prepara minuta do convênio que contará com a participação de município, Estado e governo federal para realizar a licitação do projeto. “Nossa Secretaria de Transportes está cuidando desse convênio para a licitação do projeto. Queremos viabilizar tudo neste ano. Depois, a obra levará mais três ou quatro anos”, explicou o prefeito Luiz Marinho. O custo da elaboração do projeto está entre R$ 30 e R$ 50 milhões.¨
(REPORTERdiário)
O ABC terá uma ligação rápida com o Metrô na capital paulista por meio de um veículo leve sobre trilhos (VLT), um sistema parecido com o fura-fila na capital, atual Expresso Tiradentes. O projeto, com verba municipal, estadual e federal, prevê a construção de uma linha que deverá sair do centro de São Bernardo, passando pela avenida Lauro Gomes, pelo bairro Rudge Ramos até chegar a São Caetano.
Em São Caetano, percorrerá trecho em um tampão por sobre o Ribeirão dos Meninos, pela avenida Guido Aliberti, até alcançar a linha D da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitano) - linha Luz-Rio Grande da Serra -, com consequente interligação com a Linha 2-Verde do Metrô (Vila Madalena e Vila Prudente) na Estação Tamanduateí, no bairro do Ipiranga, na capital. O edital de licitação do projeto deve ser lançado nos próximos meses.
Não está descartada também a ligação da cidade de Diadema com o Metrô. Um outro ramal de VLT pode ser construído até a Estação Jabaquara ou São Judas desde o município. A secretaria de Transportes de São Bernardo prepara minuta do convênio que contará com a participação de município, Estado e governo federal para realizar a licitação do projeto. “Nossa Secretaria de Transportes está cuidando desse convênio para a licitação do projeto. Queremos viabilizar tudo neste ano. Depois, a obra levará mais três ou quatro anos”, explicou o prefeito Luiz Marinho. O custo da elaboração do projeto está entre R$ 30 e R$ 50 milhões.¨
(REPORTERdiário)
quinta-feira, 5 de março de 2009
INFO
Marinho inicia renovação da frota de ônibus
O prefeito de São Bernardo Luiz Marinho (PT) participou nesta quarta-feira (25) da entrega simbólica de 32 novos ônibus aos usuários do transporte coletivo da cidade. Os coletivos estarão circulando nas ruas a partir da próxima segunda-feira (2).
Dos 350 ônibus que integram a frota, 32 foram substituídos, sendo 25 “normais” e sete híbridos (que poluem menos). Os coletivos são fabricados na própria cidade pela Scania, têm capacidade para transportar 100 passageiros (metade em pé e metade sentado) e devem beneficiar cerca de 20 mil usuários que diariamente utilizam o transporte nos bairros Taboão, Riacho Grande, Represa, Esperança e Vila São Pedro.
O investimento é de R$ 12 milhões no total, sendo uma média de R$ 450 mil por veículo. Entre um dos diferenciais, se comparado a atual frota, está o cambio automático. “Esses ônibus são de padrão europeu. Quando faz a parada no ponto, ele abaixa no mesmo nível da calçada. Os ônibus tradicionais quando têm acessibilidade é um elevador, esses têm uma rampa, onde a própria pessoa ou o acompanhante pode se locomover. Esse é um padrão que nós devemos sonhar para toda nossa frota e para toda frota brasileira”, exaltou Luiz Marinho que teve no evento a companhia do vice, Frank Aguiar (PTB).
Apesar da iniciativa, o chefe do Executivo ressaltou que a ação não faz parte do projeto a ser implantado na área do transporte. “Isso não faz parte ainda da reestruturação do transporte que nós vamos fazer. Isso faz parte do planejamento da própria empresa que estava planejando tirar os ônibus mais antigos e colocar ônibus novos para rejuvenescer a frota”.
Pesquisa
O projeto de reestruturação idealizado pela administração municipal terá os primeiros passos na próxima semana. Na oportunidade, técnicos irão fazer o levantamento de todos os pontos de ônibus da cidade.
Já a partir do dia 15 de março, pesquisadores estarão nos próprios coletivos fazendo entrevistas com os usuários para levantar a demanda e as necessidades na chamada pesquisa de origem e destino. O resultado apontará quantos coletivos ainda são necessários e quais locais do município carecem do transporte.
“Nós enxergamos a necessidade de cinco terminais de integração de linhas. A pesquisa vai nos dizer se estamos com a visão correta ou se precisamos de mais terminais para reformular todo o transporte”, prevê Marinho.
Segundo o prefeito, o estudo também focará a introdução do bilhete único, com a possibilidade, inclusive, de abranger as linhas intermunicipais. “Podemos, na sequência, introduzir o metrô, pois nós vamos ter a interligação. Nós vamos construir uma interligação com VLT (Veículo Leve sobre Trilho) para interligar na estação Tamanduateí do metrô, de forma que nós possamos diminuir a quantidade de carros que se desloca para São Paulo a partir dessa ligação”, destacou Luiz Marinho, citando ainda que o projeto possui duas vertentes principais: acabar com a demora e a superlotação.
(REPORTERdiário)
O prefeito de São Bernardo Luiz Marinho (PT) participou nesta quarta-feira (25) da entrega simbólica de 32 novos ônibus aos usuários do transporte coletivo da cidade. Os coletivos estarão circulando nas ruas a partir da próxima segunda-feira (2).
Dos 350 ônibus que integram a frota, 32 foram substituídos, sendo 25 “normais” e sete híbridos (que poluem menos). Os coletivos são fabricados na própria cidade pela Scania, têm capacidade para transportar 100 passageiros (metade em pé e metade sentado) e devem beneficiar cerca de 20 mil usuários que diariamente utilizam o transporte nos bairros Taboão, Riacho Grande, Represa, Esperança e Vila São Pedro.
O investimento é de R$ 12 milhões no total, sendo uma média de R$ 450 mil por veículo. Entre um dos diferenciais, se comparado a atual frota, está o cambio automático. “Esses ônibus são de padrão europeu. Quando faz a parada no ponto, ele abaixa no mesmo nível da calçada. Os ônibus tradicionais quando têm acessibilidade é um elevador, esses têm uma rampa, onde a própria pessoa ou o acompanhante pode se locomover. Esse é um padrão que nós devemos sonhar para toda nossa frota e para toda frota brasileira”, exaltou Luiz Marinho que teve no evento a companhia do vice, Frank Aguiar (PTB).
Apesar da iniciativa, o chefe do Executivo ressaltou que a ação não faz parte do projeto a ser implantado na área do transporte. “Isso não faz parte ainda da reestruturação do transporte que nós vamos fazer. Isso faz parte do planejamento da própria empresa que estava planejando tirar os ônibus mais antigos e colocar ônibus novos para rejuvenescer a frota”.
Pesquisa
O projeto de reestruturação idealizado pela administração municipal terá os primeiros passos na próxima semana. Na oportunidade, técnicos irão fazer o levantamento de todos os pontos de ônibus da cidade.
Já a partir do dia 15 de março, pesquisadores estarão nos próprios coletivos fazendo entrevistas com os usuários para levantar a demanda e as necessidades na chamada pesquisa de origem e destino. O resultado apontará quantos coletivos ainda são necessários e quais locais do município carecem do transporte.
“Nós enxergamos a necessidade de cinco terminais de integração de linhas. A pesquisa vai nos dizer se estamos com a visão correta ou se precisamos de mais terminais para reformular todo o transporte”, prevê Marinho.
Segundo o prefeito, o estudo também focará a introdução do bilhete único, com a possibilidade, inclusive, de abranger as linhas intermunicipais. “Podemos, na sequência, introduzir o metrô, pois nós vamos ter a interligação. Nós vamos construir uma interligação com VLT (Veículo Leve sobre Trilho) para interligar na estação Tamanduateí do metrô, de forma que nós possamos diminuir a quantidade de carros que se desloca para São Paulo a partir dessa ligação”, destacou Luiz Marinho, citando ainda que o projeto possui duas vertentes principais: acabar com a demora e a superlotação.
(REPORTERdiário)
INFO
Corinthians e Santos jogam lado a lado com a Irizar
Dois novos ônibus Irizar Century com acabamento Premium farão parte das equipes de futebol do Corinthians e do Santos em 2009. Encomendados pela Volkswagen Caminhões e Ônibus, os veículos receberam chassis 18.320 EOT e fazem parte de uma nova estratégia de marketing da montadora para com a paixão brasileira, que é o futebol. As carroçarias Irizar contam com 34 poltronas leito turismo, ar condicionado climatizado, calefação, DVD com 01 monitor de 21" + 03 de LCD15", porta e banheiro central, cama com maca para atender aos jogadores que necessitam de atendimento especial e salão em dois ambientes. Para a Irizar, os novos ônibus trazem itens necessários para garantir o conforto dos jogadores e comissão técnica antes de seus jogos decisivos. Além dos dois times paulistas, a encarroçadora informou que irá fornecer mais dois ônibus à Volkswagen, que irão atender ao Sport e ao Náutico, ambos clubes de Recife (PE).
(REVISTAautoBus)
Dois novos ônibus Irizar Century com acabamento Premium farão parte das equipes de futebol do Corinthians e do Santos em 2009. Encomendados pela Volkswagen Caminhões e Ônibus, os veículos receberam chassis 18.320 EOT e fazem parte de uma nova estratégia de marketing da montadora para com a paixão brasileira, que é o futebol. As carroçarias Irizar contam com 34 poltronas leito turismo, ar condicionado climatizado, calefação, DVD com 01 monitor de 21" + 03 de LCD15", porta e banheiro central, cama com maca para atender aos jogadores que necessitam de atendimento especial e salão em dois ambientes. Para a Irizar, os novos ônibus trazem itens necessários para garantir o conforto dos jogadores e comissão técnica antes de seus jogos decisivos. Além dos dois times paulistas, a encarroçadora informou que irá fornecer mais dois ônibus à Volkswagen, que irão atender ao Sport e ao Náutico, ambos clubes de Recife (PE).
(REVISTAautoBus)
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
INFO
Licitação de ônibus é adiada
Isis Mastromano Correia
Do Diário do Grande ABC
O processo de escolha das empresas de ônibus intermunicipais do Grande ABC, que deveria começar hoje, foi adiado por tempo indeterminado.
Nenhuma viação entregou a documentação necessária para concorrer à concessão da chamada Área 5, que compreende as sete cidades da região além de parte da Capital.
As empresas tiveram prazo até as 17h de ontem para demonstrar interesse em operar as linhas de ônibus entre municípios, mas, de acordo com a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) - estatal que rege o sistema de coletivos intermunicipais -, nenhuma delas entregou propostas para participar da licitação.
Por isso, a EMTU decidiu ainda na tarde de ontem que a sessão pública de abertura da licitação, marcada para as 10h de hoje, teria de ser declarada vazia.
Sem interessados em concorrer ao direito de operar os ônibus intermunicipais, a região permanecerá com a atual frota que faz ligação sobretudo com a região central da Capital.
Diante do aparente desinteresse das empresas, a EMTU informou que terá de reavaliar o processo de licitação. Ainda não há data para que a operação de escolha das empresas seja retomada.
IMPASSE - A novela para escolher novas empresas ou restaurar a concessão das atuais operadoras intermunicipais na região, se arrasta desde 2005.
O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC tentou impugnar o edital duas vezes, assim como fez o Setpesp (Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo).
Mesmo rejeitando parte dos pedidos de combate às regras da licitação, em setembro do ano passado a EMTU teve de suspender o edital por determinação do Tribunal de Contas do Estado.
Uma das queixas das viações ao longo dos anos é de que a EMTU deveria realizar levantamento dos investimentos feitos pelas atuais concessionárias que ainda não foram amortizados. Isto seria necessário para que fosse feita a correta indenização ao término do contrato.
Para o presidente da AETC/ABC (Associação das Empresas de Transporte Coletivo do Grande ABC), Baltazar de Souza, o não-interesse das empresas em participar da licitação se deve ao fato de que o edital é inviável economicamente.
"Nosso sistema (de ônibus) no Grande ABC é diferente dos outros locais. Nos outros lugares se paga até 40% a menos para um funcionário, o custo é menor, tem mais passageiros. E pelo edital ainda querem reduzir 300 ônibus (a frota atual é de 1.300 veículos)", explica Souza.
O presidente da AETC/ABC disse que as empresas proporão ao Estado a formulação de um novo edital que contemple as requisições das viações.
Isis Mastromano Correia
Do Diário do Grande ABC
O processo de escolha das empresas de ônibus intermunicipais do Grande ABC, que deveria começar hoje, foi adiado por tempo indeterminado.
Nenhuma viação entregou a documentação necessária para concorrer à concessão da chamada Área 5, que compreende as sete cidades da região além de parte da Capital.
As empresas tiveram prazo até as 17h de ontem para demonstrar interesse em operar as linhas de ônibus entre municípios, mas, de acordo com a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) - estatal que rege o sistema de coletivos intermunicipais -, nenhuma delas entregou propostas para participar da licitação.
Por isso, a EMTU decidiu ainda na tarde de ontem que a sessão pública de abertura da licitação, marcada para as 10h de hoje, teria de ser declarada vazia.
Sem interessados em concorrer ao direito de operar os ônibus intermunicipais, a região permanecerá com a atual frota que faz ligação sobretudo com a região central da Capital.
Diante do aparente desinteresse das empresas, a EMTU informou que terá de reavaliar o processo de licitação. Ainda não há data para que a operação de escolha das empresas seja retomada.
IMPASSE - A novela para escolher novas empresas ou restaurar a concessão das atuais operadoras intermunicipais na região, se arrasta desde 2005.
O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC tentou impugnar o edital duas vezes, assim como fez o Setpesp (Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo).
Mesmo rejeitando parte dos pedidos de combate às regras da licitação, em setembro do ano passado a EMTU teve de suspender o edital por determinação do Tribunal de Contas do Estado.
Uma das queixas das viações ao longo dos anos é de que a EMTU deveria realizar levantamento dos investimentos feitos pelas atuais concessionárias que ainda não foram amortizados. Isto seria necessário para que fosse feita a correta indenização ao término do contrato.
Para o presidente da AETC/ABC (Associação das Empresas de Transporte Coletivo do Grande ABC), Baltazar de Souza, o não-interesse das empresas em participar da licitação se deve ao fato de que o edital é inviável economicamente.
"Nosso sistema (de ônibus) no Grande ABC é diferente dos outros locais. Nos outros lugares se paga até 40% a menos para um funcionário, o custo é menor, tem mais passageiros. E pelo edital ainda querem reduzir 300 ônibus (a frota atual é de 1.300 veículos)", explica Souza.
O presidente da AETC/ABC disse que as empresas proporão ao Estado a formulação de um novo edital que contemple as requisições das viações.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
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